Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE

Ouro na última prova salva campanha dos EUA no Mundial

Revezamento 4x400 m masculino garante título dos americanos

Estadão Conteúdo

30 Agosto 2015 | 10h10

Por muito pouco os Estados Unidos não fecharam o Mundial de Atletismo de Pequim sem nenhuma medalha de ouro em provas de pista, o que nunca havia acontecido. Mas o revezamento 4x400 metros masculino, na última final no Ninho do Pássaro, salvou a campanha, garantido o título que não escapa desde 2003.

LaShawn Merritt se tornou pentacampeão mundial no 4x400m. Além dele, o time também foi formado por David Verburg, Tony McQuay e Bryshon Nellum, que levaram os EUA ao ouro com 2min57s82.

Trinidad e Tobago liderou boa parte da prova, mas Lashawn ultrapassou Machal Cedeno nos últimos 200 metros. A Jamaica até ameaçou, chegou a assumir a ponta, mas terminou só em quarto. A Grã-Bretanha cresceu para ficar em terceiro, com o bronze.

Entre as mulheres, a vitória ficou com a Jamaica, com o tempo de 3min19s13. Os Estados Unidos tiveram que se contentar com a prata (3min19s44), enquanto a Grã-Bretanha ganhou o bronze (3min23s62).

Nas provas de fundo, pódio completo para a Etiópia nos 5.000m feminino e com dobradinha do Quênia nos 1.500m masculino. Entre as mulheres, todo o favoritismo era da fantástica Genzebe Dibaba, recordista e campeã mundial dos 1.500m.

A jovem de apenas 24 anos travou uma disputa parelha com a compatriota Senbere Teferi, mas as duas foram ultrapassadas por Almaz Ayana, que teve um fim de prova impressionante para ficar com o ouro, com 14min26s83. Teferi (14min44s07) levou a prata e a caçula das irmãs Dibaba, o bronze, com 14min44s14. O Quênia fez do quarto ao sétimo lugares.

Nos 1.500m, o único etíope na final abandonou. O Quênia aproveitou para ganhar ouro com Asbel Kiprop (3min34s40) e prata com Elijah Motonei Manangoi (3min34s63). O marroquino Abdalaati Iguider (3min34s67) ficou com o bronze.

OUTRAS PROVAS

Três dos seis melhores do salto em altura de todos os tempos, todos com marcas acima de 2,41m, estavam em Pequim para uma final que prometia ser a mais forte da história, quem sabe ameaçando o recorde mundial de Javier Sotomayor. Mas a final acabou com nível técnico não tão alto.

O russo Ivan Ukhov ficou nas eliminatórias (errou 2,29m) e o catariano Mataz Barshim terminou em quarto, com apenas 2,33m. O ucraniano Bohan Bondarenko, que também passou 2,33m, terminou empatado com outros dois atletas, em primeiro, porque todos erraram suas três tentativas de 2,36m.

Então cada um deles ganhou mais uma chance de passar 2,36m, sem sucesso. Aí o sarrafo voltou para 2,34m. O canadense Derek Drouin, campeão do Pan, foi o único a acertar e ficou com o ouro. Bondarenko dividiu a prata com o chinês Guowei Zhang.

Já no dardo feminino o ouro ficou com Katharina Molitor, da Alemanha, com 67,69m, melhor marca da temporada. Ela deixou para trás a chinesa Huihoi Lyu, que bateu o recorde asiático (66,13m) e a sul-africana Sunette Viljoen (65,79m).

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