Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Paes faz balanço e garante obras em dia para Olimpíada de 2016

Prefeito do Rio diz que apenas o velódromo é que está atrasado, mas que não causa preocupação: 'Quase música para os ouvidos'

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2014 | 13h44

Faltando pouco menos de 20 meses para o início dos Jogos do Rio 2016, a construção do Parque Olímpico, na zona oeste da cidade, "está rigorosamente em dia". A garantia é do prefeito da cidade, Eduardo Paes, que nesta sexta-feira fez um balanço do andamento das obras que estão sob responsabilidade da prefeitura.

Segundo Paes, a única instalação que enfrenta atraso é o velódromo, que começou a ser erguido apenas este ano. Ainda assim, a obra não causa preocupação à prefeitura. "É um estádio para cinco mil pessoas, o menor que a gente tem aqui. A curva de atraso é de três semanas", disse o prefeito, durante visita ao Parque Olímpico. "Não é uma tragédia uma curva de atraso de três semanas, se recupera facilmente. Nos padrões brasileiros, então, pelo amor de Deus, isso é quase música para os ouvidos."

Bem à vontade, Paes usou de ironias para cutucar as frequentes reportagens do início do ano que apontavam para atrasos em diversas obras na cidade - atrasos esses que motivaram o Comitê Olímpico Internacional (COI) a aumentar a frequência de visitas ao Rio.

"Como de médico, louco e engenheiro de obras todo mundo tem um pouco - e treinador de futebol -, a pessoa olha e é difícil entender que as fundações são as partes mais complicadas de obras como essa", disse, exibindo fotos aéreas do Parque Olímpico em janeiro e outras atuais, com sensíveis diferenças.

"O parque inteiro vai estar todo pronto muito próximo da Olimpíada. Toda a infraestrutura está feita, tem R$ 500 milhões de infraestrutura aqui embaixo - rede de drenagem, de esgoto, de telefonia, de fibra ótica -, mas os estádios vão ficando prontos aos poucos", destacou Paes.

O prefeito disse ainda que as duras críticas que a cidade recebeu de federações internacionais em abril foram motivadas por "falhas na comunicação". "A gente tem conversado muito. Você teve um conjunto de medidas importantes aprovadas pelo Comitê Olímpico Internacional nas duas últimas semanas, no congresso deles, e eu sei que o Rio de Janeiro inspirou essas medidas."

Como tem feito reiteradas vezes, Paes afirmou ainda que os Jogos do Rio serão marcados pelas obras de menor custo para os cofres públicos. "No Rio não tem nenhum estádio delirante, não há uma preocupação com a estética do estádio. A gente quer fazer um equipamento bonito, claro, mas a nossa preocupação é com a funcionalidade para o evento, e não com o gigantismo de um estádio, a estética, a aparência que ele tem."

A intenção da prefeitura é que os primeiros equipamentos olímpicos comecem a ser entregues entre agosto e setembro do próximo ano. O primeiro evento-teste no Parque Olímpico será em dezembro de 2015, na arena de tênis. "O tênis inaugura com as outras obras, os outros estádios, ainda em construção. É assim no mundo inteiro", explicou.

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