Marcello Zambrana
Marcello Zambrana

Pâmela Rosa treina ajustes de manobras no skate de olho na corrida olímpica para os Jogos de Paris

Pro Tour de Skate Street conta pontos para o ranking e será disputado em Roma entre 26 de junho e 3 de julho; brasileira que vai fazer 23 anos é uma das inspirações para as mais novas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2022 | 10h00

A skatista Pâmela Rosa vem se preparando para a disputa do Pro Tour de Skate Street, que será realizado em Roma, na Itália, entre 26 de junho e 3 de julho. Será a primeira competição que vale pontos para a corrida olímpica para os Jogos de Paris, em 2024. Líder do ranking mundial do último ciclo, a skatista fez boa parte de sua preparação para o segundo semestre nos Estados Unidos, ao lado de Kelvin Hoefler.

"O Kelvin é meu irmão, além de ser um excelente companheiro de treino. É uma referência no skate mundial e medalhista olímpico. Um campeão que só soma no meu dia a dia de treinamento", explicou Pâmela, elogiando o atleta que foi medalhista de prata nos Jogos de Tóquio, no ano passado. O novo ciclo para Paris está só começando, mas Pamela não quer ficar fora.

Perto de um evento de grande importância, Pâmela trata de ajustar movimentos técnicos em busca da melhor execução de suas voltas. "Sigo focada nos meus objetivos do segundo semestre. Estou, no momento, fazendo ajustes de manobras, tentando outras novas. A ideia é chegar em Roma e fazer o melhor sempre. O importante é que estou motivada e confiante", disse.

Quarta colocada na edição de 2021, a brasileira sabe da importância de um bom resultado na Itália, já que os pontos do ranking mundial estão zerados. "Quando vai chegando mais perto desses grandes eventos a ideia é focar nos ajustes de manobras. Mas, o mais importante, é estar bem com você mesmo para chegar tranquila no dia do evento."

Apesar de jovem - Pâmela completará 23 anos em julho -, ela é considerada uma das skatistas mais experientes da elite mundial. Seus dois títulos na Street League, Jogos Pan-Americanos Júnior, seis medalhas de X-Games, além de outras conquistas tornam a atleta uma referência para as competidoras mais jovens do circuito.

"Quero sempre poder inspirar novas meninas a praticarem skate. Poder ver gente nova no circuito só me deixa mais orgulhosa e motivada. É bom ter gente nova chegando, arriscando manobras diferentes, porque também traz novos desafios para as meninas do circuito", explicou.

Na disputa do Pro Tour, o Brasil terá 17 atletas. Pâmela e Kelvin, ambos patrocinados pelo BV, são os principais nomes junto com Rayssa Leal. Eles entram direto na segunda fase da competição. O evento conta pontos para o ranking olímpico e já serve de aquecimento para o Mundial de Skate Street, que será disputado no Rio, entre 9 e 16 de outubro.

O Brasil ainda terá no Pro Tour alguns atletas que estão entre o sexto e o 30.º lugar no ranking, como Gabriela Mazetto, Felipe Gustavo, Giovanni Vianna, Carlos Ribeiro e Ivan Monteiro. Além deles, a CBSk indicou alguns nomes por critérios técnicos e vale ficar de olho em Filipe Mota, que é da seleção brasileira júnior.

Mas a equipe tem algumas baixas, como Lucas Rabelo, que torceu o joelho esquerdo, e Virginia Fortes Águas, que vinha ganhando muitas etapas na Europa, mas também machucou o joelho esquerdo. Já Isabelly Ávila ainda está se recuperando de lesão.

CORRIDA OLÍMPICA

O skate virou um carro-chefe do Brasil entre os esportes olímpicos, pois logo na estreia da modalidade o País obteve três pódios. Agora, para os Jogos de Paris, com o interesse de outros países a concorrência será maior. Até por isso a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) tem oferecido uma boa estrutura a seus atletas de elite.

“A gente acredita que essa corrida classificatória será ainda mais difícil, mas seguimos com a meta de classificar o número máximo de 12 brasileiros para Paris. O Mundial de Street em Roma fechou a corrida olímpica para Tóquio e agora mais um evento na Itália abre nossa caminhada para 2024”, afirmou Eduardo Musa, presidente da CBSk.

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