Issei Kato/Reuters
Issei Kato/Reuters

Por causa da pandemia, atleta terá de colocar medalha em si mesmo na premiação da Olimpíada

Mudança anunciada pelo COI pretende evitar contato físico entre atletas e autoridades

Redação, Estadao Conteudo

14 de julho de 2021 | 13h36

A pandemia causada pelo novo coronavírus também vai afetar diretamente a cerimônia de entrega de medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começam no dia 23. Para evitar maior contato físico, cada atleta terá de colocar a medalha ao redor do próprio pescoço no pódio, sem repetir o solene momento em que autoridades e dirigentes fazem o gesto, seguido de aperto de mão.

"As medalhas não serão colocadas no pescoço do atleta. Elas serão apresentadas ao atleta em uma bandeja e, então, o atleta colocará a medalha em si mesmo", explicou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach. "Vamos garantir que a pessoa que colocar a medalha na bandeja o fará apenas com luvas desinfetadas para que o atleta possa ter certeza de que ninguém tocou nela ante."

O dirigente afirmou também que não haverá cumprimentos físicos na premiação, como geralmente acontece. "Apresentadores e atletas usarão máscaras. Não haverá apertos de mão nem abraços durante a cerimônia."

Geralmente, as medalhas são entregues aos atletas por dirigentes da modalidade envolvida ou membros do COI. Haverá 339 cerimônias de entrega de medalhas ao longo dos Jogos de Tóquio, que começarão no dia 23. No momento, a capital japonesa está sob estado de emergência diante do crescente número de casos de covid-19 no país.

A mudança significativa da cerimônia olímpica vai contrastar com a premiação feita na final da Eurocopa, no domingo. O próprio presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, colocou as medalhas nos pescoços dos jogadores durante a cerimônia, que contou também com apertos de mão entre o dirigentes e os atletas.

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