Para alguns, Olimpíadas são oportunidade perdida

Zhou Zhilian é uma das milhares decomerciantes para quem os Jogos Olímpicos, no mês que vem,representam mais uma oportunidade perdida do que umapossibilidade de ganhar dinheiro com os visitantes que sãoesperados para chegam em Pequim. O mercado onde Zhou tem seu comércio de roupa íntima seráfechado durante um mês devido às preocupações das autoridadescom o fato de os turistas poderem encontrar produtos piratas emvez de originais. Isso obrigará a comerciante a voltar para sua províncianatal de Zhejiang até o final de agosto, e ficará semremuneração durante esse período. Além disso, enfrentará aincerteza se seu negócio, o qual levou adiante com muitoesforço, sobreviverá após ter a permissão para abri-lonovamente. "Quem sabe o que acontecerá?", perguntou Zhou entre seusclientes, tentando fechar todas as vendas possíveis antes deter de fechar. "Há outras lojas que as pessoas frequentarão durante esseperíodo e será difícil atraí-las novamente", acrescentou. A experiência de Zhou se repete de várias maneiras e emmaior grau entre os pequenos comerciantes do entorno de Pequim,que sofrem com o impacto da implacável campanha levada a cabopelo governo chinês para garantir que os Jogos aconteçam semnenhum contratempo. Em contraste com as empresas que receberam parte dos 35 e40 milhões de dólares gastos em melhorias de infra-estrutura oudos milhões que devem ser trazidos pelos visitantes, muitospequenos empresários se encontram presos numa onda de medidasinvasivas. O uso de automóveis particulares será restringido no finaldeste mês, e haverá postos de controle em pontos específicospara os veículos que entrarem na cidade. O governo também está obrigando serrarias e outras fábricasque emitem poluentes nas províncias vizinhas a encerrar oususpender sua produção durante os Jogos como parte de suatentativa de diminuir a poluição no céu de Pequim, além deparar determinadas obras de infra-estrutura.

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