Para China, protesto em cerimônia da tocha foi 'vergonhoso'

Presidente do comitê organizador dos Jogos critica atitude de ativistas do Repórteres Sem Fronteiras

Chris Buckley e Lindsay Beck, Reuters

25 de março de 2008 | 08h38

A China criticou os protestos realizados durante o acendimento da tocha olímpica na Grécia para os Jogos Olímpicos de Pequim como sendo "vergonhosos".     Veja também:  Sob protestos, tocha olímpica é acesa e segue para China As imagens da cerimônia do início do revezamento, em Olímpia Conflito no Tibete rouba a cena na cerimônia da tocha Repórteres Sem Fronteiras assumem protesto na cerimônia  Olimpíada sofre, historicamente, com manifestações políticas Especial: Olimpíada e política  Conheça os locais das provas da Olimpíada de Pequim Teste seus conhecimentos sobre a história da OlimpíadaPouco antes do acendimento da tocha na segunda-feira no sítio arqueológico que foi sede das Olimpíadas na Grécia Antiga, três manifestantes conseguiram violar o cordão de isolamento montado pela polícia. Um deles, carregando um cartaz preto com o desenho de cinco algemas no formato dos anéis olímpicos, se aproximou do presidente do comitê organizador dos Jogos de Pequim, Liu Qi, enquanto ele discursava perante centenas de autoridades. O manifestante foi rapidamente retirado do local pela polícia. "A tocha olímpica simboliza os nobres ideais da humanidade e suas belas aspirações, e qualquer um que perturbe ou sabote o revezamento da tocha olímpica é vergonhoso e não tem apoio", disse o porta-voz do Ministério do Exterior chinês Qin Gang em entrevista coletiva na terça-feira. "Quem tem de sentir-se envergonhado não é a China, mas sim esses elementos do caos e da sabotagem", disse Qin. Tibetanos exilados prometeram realizar manifestações contra a repressão chinesa no Tibet e em partes do oeste da China, após uma onda de protestos contrários ao governo chinês nessas áreas. O grupo de defesa da imprensa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) informou que três de seus membros tentaram promover as manifestações da segunda-feira. A China esperava que a viagem da tocha ao redor do mundo e pelo próprio país comunista fosse um símbolo da unidade nacional antes dos Jogos Olímpicos, que começam no dia 8 de agosto.

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