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Para economizar, Rio abre mão do luxo na construção de arenas

'É um projeto realista com as necessidades do Brasil', diz Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da Empresa Olímpica Municipal

Ronald Lincoln Jr e Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

24 Março 2015 | 00h01

A construção das arenas para os Jogos Olímpicos do Rio está correndo a todo vapor e as estruturas já ganham forma. A tendência é que nenhuma delas se destaque pelo luxo ou beleza arquitetônica, como avaliou Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), entidade responsável pela gestão das principais construções da Olimpíada.

Em entrevista ao Estado, Carvalho enfatizou a necessidade de o projeto olímpico ser "enxuto" no ponto de vista de gasto de dinheiro público. "É um projeto realista com as necessidades do Brasil. Ninguém está desenvolvendo as arenas para ganhar prêmio de design ou um "Ninho de Pássaro", afirmou em referência ao belo estádio construído em Pequim, para os Jogos de 2008.

Publicada em janeiro deste ano, a última atualização da Matriz de Responsabilidades, com os custos das obras para a Olimpíada do Rio, estima gasto de R$ 37,7 bilhões. A soma pode ser dividida em três partes - R$ 24,1 bilhões são destinados às obras de infraestrutura, valor procedente dos cofres públicos.

Para a construção das arenas esportivas estão sendo utilizados R$ 6,6 bilhões. A maior parte desse valor, R$ 4,24 bilhões (64%), vem da iniciativa privada. Outros R$ 2,37 bilhões (36%) são oriundos do setor público. Por fim, R$ 7 bilhões é a previsão de arrecadação do Comitê Rio-2016 junto à iniciativa privada para custear a operação dos Jogos.

Em comparação com a Olimpíada de Inverno de Sochi, realizada em 2014, a organização brasileira está alcançando o objetivo de baratear a competição. Os Jogos da Rússia custaram cerca de R$ 121 bilhões e foram considerados os mais caros da história.

De acordo com o presidente da EOM, uma das vantagens da Olimpíada do Rio é que 55% das instalações esportivas já estavam prontas antes mesmo da escolha da cidade como sede. Ele se refere basicamente ao Maracanã, sambódromo, Maracanãzinho, Riocentro e Engenhão.

Carvalho enfatizou que o que diferencia os Jogos do Rio dos Jogos de Londres, disputados em 2012, é a diversidade das áreas de competição. Na capital inglesa, foi priorizada a revitalização de um bairro mais carente e periférico. "Não estamos privilegiando somente uma região agora. Isso é um ganho para toda cidade."

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