Divulgação
Divulgação

COB compra ingressos para familiares de atletas olímpicos

Iniciativa é para evitar assédio durante dos Jogos do Rio

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

18 de maio de 2016 | 07h45

Preocupado com o assédio de amigos e familiares de atletas durante os Jogos do Rio-2016, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) encontrou uma maneira de reduzir a preocupação dos competidores do País durante a Olímpiada. Além de criar uma área de convivência fora da Vila Olímpica, o COB resolveu comprar um par de ingressos para cada um dos atletas brasileiros que competirá. Haverá ainda orientações a respeito do uso de redes sociais durante os Jogos, mas sem nenhum tipo de veto.

A compra dos ingressos foi medida adotada em Londres-2012, mas, como a Olimpíada será em casa, a preocupação do COB com o foco na disputa aumentou. "Esse é um dos assuntos principais. A gente já fez uma ação antecipada: nós compramos dois ingressos por atleta para todas as sessões que ele for participar - menos natação, que só pode ser um", disse Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do COB.

Além dos ingressos, há muita preocupação com a presença de familiares e amigos na Vila Olímpica, localizada na Barra da Tijuca a cerca de três quilômetros do Parque Olímpico da Barra.

"Como a gente não quer que a vila vire uma festa com todo mundo convidado, com família, a gente vai fechar a vila. Só vai entrar quem estiver credenciado para trabalhar. Colado na vila, do outro lado da rua, vamos ter um espaço para os familiares. Quando um atleta estiver disponível, ele vai para lá", afirmou Freire.

A Vila Olímpica preocupa também por outros motivos. "A gente tem o medo da Disneylândia da vila. Temos preocupação com alimentação em excesso, porque tem um restaurante 24 horas com tudo de graça. Facilita, mas ao mesmo tempo dificulta", observou o dirigente.

Marcus Vinícius Freire ainda negou que o COB fará qualquer veto a uso de redes sociais durante a Olímpiada, mas pediu "bom senso" aos atletas. "A gente teve uma experiência já, em Londres, com mídia social pesada. Beijing (2008) foi o início, mas Londres foi a principal", lembrou. "Não tem regra, não tem um livro de regra. Tem uma orientação dada pelo board de treinadores, que mostra o que deu certo quando eles ganharam."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.