Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Para ministro da Casa Civil, obras da Vila são de responsabilidade do COI

Eliseu Padilha afirmou que 'governo brasileiro não tem absolutamente nenhum participação'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2016 | 16h19

Após as reclamações da delegação da Austrália sobre as condições da Vila Olímpica, no Rio, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que as obras são de responsabilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI) e que o governo brasileiro "não tem absolutamente nenhuma participação nisso". "Claro que não é agradável a declaração que nós temos que ouvir e temos que corrigir isso imediatamente para que se possa virar essa página", afirmou. 

Padilha disse ainda acreditar que o caso da Austrália é "isolado". "Respeitamos a opinião de todos aqueles que vêm ao Brasil e queremos que eles saiam daqui com a melhor das impressões", diz. O ministro afirmou que além das críticas há também elogios em relação a organização dos Jogos. "Temos outras declarações de atletas que lá estão que estão achando que está muito bom, mil maravilhas", afirmou.

Neste domingo, a aguardada abertura oficial da Vila dos Atletas foi marcada por um duro protesto da delegação australiana que se negou a ocupar seus quartos por considerá-los "inabitáveis". As reclamações apontavam para problemas nas redes elétrica, hidráulica e de gás, mesmo que se tratasse de um edifício completamente novo e com apartamentos considerados de alto padrão. O imóvel também estava sujo.

FUNARTE

Padilha comentou ainda o pedido do Ministério da Cultura de reintegração de posse do prédio da Funarte, no Rio. Segundo ele, o ministro Marcelo Calero tentou confiar "na sensibilidade" dos ocupantes e buscou o diálogo antes de acionar a Justiça. "Quando não se tem mais nenhuma outra atividade que possa ser desenvolvida se vai ao Judiciário e foi o que ministro fez, na minha opinião com correção", afirmou.  

Em nota, o MinC informou que a reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema, sua sede no Rio, ocupado havia 70 dias por artistas e trabalhadores da cultura, foi pedido porque os ocupantes estavam atrapalhando as obras de recuperação do prédio, que é tombado. A desocupação está sendo feita pela Polícia Federal (PF) desde as 6 horas desta segunda-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.