Charly Triballeau / AFP
Charly Triballeau / AFP

Paralimpíada de Tóquio-2020 começa com cerimônia enxuta e emocionante

Com apresentações e desfiles menores, evento é mais curto do que o da Olimpíada e destaca capacidades das pessoas com deficiência

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2021 | 10h57

A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio foi enxuta, mas ainda assim emocionante. Sob o lema de 'nós temos asas', os organizadores da Paralimpíada realizaram uma festa menor e mais rápida se comparada com a da Olimpíada, e destacou como todas as pessoas tem as mesmas capacidades e podem alcançar grandes feitos. A pira paralímpica foi acesa por três atletas japoneses: Yui Kamiji (tênis sobre cadeira de rodas), Shunsuke Uchida (bocha) e Karin Morisaki (halterofilismo).

O desfile das delegações foi menor e mais rápido, enquanto as peças de entretenimento demoraram menos para serem concluídas, embora também tenham sido um espetáculo. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) apostou mais na exibição de vídeos, para apresentar os esportes e reforçar a campanha de #WeThe15 (Nós, os 15), que destaca que 15% da população mundial tem algum tipo de deficiência e vive a vida normalmente, com um ou outro percalço.

A primeira coisa a ser exibida foi um vídeo com alguns dos esportes, seguido pela apresentação de dançarinos com todos os tipos de deficiência e fogos de artifício. Na sequência, houve a entrada do imperador japonês Naruhito e do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, o brasileiro Andrew Parsons.

Pouco depois, houve a entrada da bandeira do Japão, conduzida por cinco atletas paralímpicos e um bombeiro, como forma de homenagear a categoria. A deficiente visual Hirari Sato cantou o hino japonês.

Na sequência, houve uma apresentação de Karakuri, um teatro de marionetes com a participação dos dançarinos, logo antes da entrada dos três 'agitos', que formam o símbolo paralímpico. Os esportes da Paralimpíada foram apresentados em vídeo.

O desfile das delegações também foi reduzido em relação ao da Olimpíada, com mais delegações cumprindo as orientações de levar poucos atletas. A Nova Zelândia, por exemplo, não permitiu que nenhum de seus atletas fosse, e a bandeira foi carregada por voluntários. O Brasil teve quatro pessoas: os porta-bandeiras Petrúcio Ferreira do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, Alberto Martins, diretor técnico do CPB, e Ana Carolina Alves (técnica da classe BC4 da bocha e staff de Evelyn).

Dois momentos emocionantes foram a entrada da bandeira do Afeganistão, apesar de nenhum atleta do país que se classificou ter conseguido viajar a Tóquio, e a participação de cães-guia junto com a delegação de Israel.

Após o término do desfile, projeções no solo representaram as bandeiras de todos os povos e, em seguida, a Terra, antes de mais fogos de artifício. Em seguida, veio a apresentação 'a pequena monoasa', protagonizada pela cadeirante Yui Wago, de 13 anos, junto com atores que possuem outras formas de deficiência, em uma primeira parte melancólica, na qual a personagem demonstrava desanimação com a sua situação.

Na segunda parte da peça, apresentada após os protocolos de discursos, hasteamentos das bandeiras e juramentos, um show de música, dança e luzes animaram a 'monoasa', demonstrando que ela passou a aceitar quem era e a acreditar que podia conseguir os sonhos até, por fim, 'voar'.

O percurso final da tocha paralímpica foi representando uma passagem de bastão entre gerações: três atletas idosos japoneses passaram as tochas para profissionais da saúde, que carregaram até os atletas que acenderam a pira.

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