Paulo Favero/Estadão
Paulo Favero/Estadão

Parque Olímpico dos Jogos da Juventude diverte torcedores mesmo com filas enormes

A fim de possibilitar uma experiência mais ampla para os fãs, muitos dos quais não conseguem assistir aos eventos esportivos por causa da lotação do espaço, foram pensadas atividades para todas as idades em Buenos Aires.

Paulo Favero, enviado especial a Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2018 | 17h34

Parque Olímpico ou de diversão? O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos da Juventude conseguiu fazer as duas coisas. A fim de possibilitar uma experiência mais ampla para os fãs, muitos dos quais não conseguem assistir aos eventos esportivos por causa da lotação do espaço, foram pensadas atividades para todas as idades em Buenos Aires.

Neste feriado prolongado na capital argentina, os torcedores aproveitaram para tentar assistir a algum evento dos Jogos e lotaram o Parque Olímpico. Mas, para ver de perto qualquer modalidade, era necessário pegar longas filas e ter paciência na espera. Para minimizar isso, o Comitê Organizador promoveu uma série de atividades para os fãs. Ao longo das filas, havia apresentação de circo, malabarismo e batuque.

Para ver ao vivo os Jogos da Juventude, o torcedor precisa ter um "Passe Olímpico", uma pulseira que permite a entrada nas instalações esportivas. Foram distribuídos 600 mil, que se esgotaram rapidamente. Com este controle, cada vez que uma arena ou ginásio atinge a capacidade máxima de público, a porta é fechada e um torcedor só entra quando sai outro.

Como opção para quem não quer ficar na fila, o Parque Olímpico oferece uma série de atrações. Neste feriado, vários espaços faziam oficinas de pinturas com crianças. Também havia um espaço dedicado a fazer pintura nos rostos, para dar um colorido e brilho especial aos torcedores.

Outra opção de lazer eram os jogos e brincadeiras. Os pequenos podiam se divertir com blocos de montar e até uma estação científica que aguçava a criatividade entretinha um público de todas as idades. Em alguns locais, as crianças ganhavam broches, adesivos ou tatuagens olímpicas, daquelas que saem depois de um tempo, como brinde.

Os patrocinadores dos Jogos da Juventude também criaram espaços para apresentar produtos e atrair os torcedores. No stand da Samsung, por exemplo, uma série de atividades voltadas para o esporte e aliadas à tecnologia, com o uso de óculos especial, eram oferecidas para os fãs.

Milhares de pessoas passaram pelo local, as 10h30 às 18h, e muitas das coisas eram para maiores de 12 anos. Tinha simulador de remo, cobranças de pênalti, ciclismo, caiaque e até uma montanha-russa no meio da neve. Todos com óculos de realidade virtual. Cada torcedor recebia um cartão e, com três carimbos, podia trocar por pins olímpicos e ganhar uma bolsa ecológica.

Na Coca-Cola, os torcedor fez fila para eternizar sua foto em um rótulo de embalagem do produto. Também podia transformar sua presença no local em um "gif" animado, além de experimentar produtos da marca. As duas empresas usaram seu espaço para mostrar tecnologia e atrair os torcedores.

O espaço do Parque Olímpico é bem grande e com uma imensa área de grama. Com dezenas de food trucks, o torcedor tem diversos tipos de alimentação à disposição e, nos dias de muito público, no final da tarde, um show musical encerrava o dia em clima de animação. No sábado, por exemplo, que comandou a festa foi a banda Agapornis. Quem não estava torcendo dentro das arenas, caiu na dança.

 

 

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