Parque Olímpico é exemplo de legado

Local continua como principal polo esportivo do País

Raphael Ramos - Enviado especial a Seul, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2016 | 17h00

Quase três décadas depois da Olimpíada de Seul, a Coreia do Sul impõe um enorme desafio ao Rio: utilizar com melhor eficiência do que os asiáticos as instalações construídas para os Jogos. O Parque Olímpico de Seul continua como principal polo esportivo do País. Em média, mais de 16 mil pessoas usam todos os dias as suas instalações. A cada ano, quase 6 milhões de usuários passam pelo local. Modernizada, a estrutura do parque se transformou, após a Olimpíada de 1988, em um celeiro de jovens talentosos que, anos mais tarde, passaram a defender a bandeira do país nos Jogos.

Um dos espaços mais frequentados é o ginásio de ginástica. Em seu subsolo há dezenas de salas para prática de tênis de mesa, badminton (duas manias nacionais), academias e até campos virtuais e pistas de golfe. O espaço é administrado por uma autarquia criada após os Jogos especialmente para cuidar do legado da competição.

Para usar as instalações do Parque, os frequentadores têm de pagar mensalidades que custam, em média, o equivalente a US$ 80 (R$ 263). O dinheiro é usado para a manutenção e frequente modernização do local. Academias particulares de Seul com estrutura semelhante chegam a cobrar até US$ 300 (R$ 983) de mensalidade.

Outro espaço bastante disputado do Parque Olímpico é o Centro Aquático. Sede das provas de natação e saltos ornamentais nos Jogos de 1988, hoje no local são realizadas aulas de natação e hidroginástica para aproximadamente 5 mil pessoas por mês. Instalações utilizadas pelos atletas durante os Jogos foram transformadas em academias e salas para aulas de dança e pilates.

A 3,5 quilômetros de distância do Parque e ligado por uma avenida está o Estádio Olímpico, palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos de 1988. O local compõe um complexo com mais cinco arenas, com destaque para o campo de beisebol. Por ano, o espaço recebe 120 partidas da modalidade.

“A nossa maior renda vem da operação do espaço e com marketing. Recebemos dezenas de eventos, planejados desde a construção do estádio. É preciso ter isso em mente antes mesmo dos Jogos Olímpicos”, explica Yeo-chan Yoon, diretor de esportes e marketing da Prefeitura de Seul.

Construídos numa área antes desabitada da cidade, o Parque e o Estádio Olímpico fazem parte hoje de uma das regiões mais nobres da capital sul-coreana. Localizado ao sul do rio Han, que divide a cidade em duas, o distrito de Songpa possui um dos metros quadrados mais caros de Seul. Bem ao lado está Gangnam, bairro famoso após ser tema de música do rapper Psy.

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