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Talita: 'Participar dos Jogos Olímpicos no Rio é algo muito especial'

Aos 32 anos, atleta é considerada a melhor bloqueadora do Brasil

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 07h00

Você imaginava o sucesso tão rápido dessa nova dupla?

Eu sabia que jogar ao lado da Larissa era uma oportunidade única. Mas acho que ninguém esperava que os resultados fossem tão rápidos assim. Na verdade a gente acreditava sim que ia conseguir atingir o nosso objetivo que é sempre brigar pelos títulos, e a medida que fomos vendo que nosso entrosamento dentro e fora da quadra estava bom, isso nos deu confiança.

O começo irregular deixou você em dúvida?

A gente sempre acreditou muito no nosso time. Mesmo nos primeiros torneios, quando tivemos resultados ruins, sabíamos que era questão de tempo. Foi bom ganhar já no nosso terceiro torneio, acho que as derrotas serviram pra nos fortalecer mais ainda.

Vocês estão com um aproveitamento de vitórias superior a 90%. Entre as poucas derrotas, duas vezes vocês perderam para Taiana e Fernanda Berti. É mais complicado enfrentar uma ex-parceira?

Jogar contra qualquer dupla brasileira é sempre complicado. Temos ótimos times no Brasil, é o circuito nacional mais forte do mundo. Além disso, nos enfrentamos no circuito brasileiro e mundial diversas vezes. Então nos conhecemos muito bem. Tem ainda o estudo que cada time faz do adversário.

E sobre a Taiana?

Jogar contra uma ex-parceira é tão complicado quanto jogar contra qualquer outra dupla brasileira. São sempre jogos difíceis que exigem atenção máxima. A Taiana e Fernanda Berti não fogem a essa regra.

Os números de vocês são impressionantes até agora. O que fazer para manter o ritmo até os Jogos do Rio?

Primeiro não pensamos nos números. Isso as pessoas ficam contando mais que a gente. Nosso foco é sempre entrar em quadra para fazer o nosso melhor. E se conseguirmos isso estaremos sempre brigando pelos títulos. Não pensamos em números de vitórias ou de ouros, pensamos a cada jogo, a cada torneio e sempre focadas em buscar o título. Acho que é isso que temos de manter até 2016, mas primeiro precisamos buscar o outro objetivo, que é conquistar essa vaga.

Qual é a sensação de saber que existe um grande interesse pelas partidas de vôlei de praia nos Jogos de 2016?

É maravilhoso. Participar de uma Olimpíada é algo especial, ainda mais por ser realizada em seu país. O vôlei de praia sempre é um dos esportes que tem mais procura e isso só estimula a gente. Imagina sabendo que agora a maior parte da torcida estará a nosso favor. Será muito bom jogar com amigos e familiares por perto. Será mais especial ainda jogar com o apoio da torcida brasileira, que sempre lota as arenas dos circuitos e gosta do esporte.

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