Pela Olimpíada, COI pede o fim da violência no Tibet

Comitê teme que os distúrbios na região prejudiquem a realização dos Jogos de Pequim

KAROLOS GROHMANN, REUTERS

23 de março de 2008 | 14h42

O Comitê Olímpico Internacional (COI) fez um pedido no domingo pelo fim imediato da violência no Tibet, mas afirmou que sua principal função é garantir a "melhor Olimpíada possível" em Pequim.   Veja também: Especial: Pequim, as cidades e os locais da Olimpíada 2008 Atingido por críticas de que o COI estava fazendo pouco para pressionar Pequim por uma melhora dos direitos humanos no país antes dos Jogos em agosto, o presidente da entidade, Jacques Rogge, disse que a Olimpíada vai ajudar a mudar a China. "O COI já demonstrou a esperança de que esse conflito deveria ser resolvido pacificamente o mais rápido possível", disse Rogge em um comunicado horas antes de chegar a Olímpia antiga para a cerimônia de acendimento da tocha olímpica, na segunda-feira. "A violência por qualquer motivo é contrária aos valores e espírito olímpicos." Ativistas tibetanos exilados disseram que farão uma manifestação em Olímpia na segunda-feira. "Acreditamos que a China vai mudar ao abrir o país ao exame do mundo através dos 25 mil jornalistas que participarão dos Jogos", disse Rogge. "Os Jogos Olímpicos são uma força do bem. São um catalisador para a mudança, não uma panacéia de todos os males". "O COI respeita organizações não-governamentais e grupos ativistas e suas causas, e fala regularmente com eles, mas não somos nem uma organização política nem ativista", disse Rogge. "A principal responsabilidade do COI é garantir a melhor Olimpíada possível para os atletas, que merecem isso". A China tem sido bastante criticada por uma ação de segurança depois de protestos nas últimas duas semanas no Tibet, região que a China ocupou e domina desde uma invasão militar em 1950. A agitação no Tibet começou quando monges budistas fizeram uma manifestação na capital, Lhasa, no dia 10 de março, 49o aniversário de um levante contra o domínio chinês que falhou. Cinco dias depois, um levante contra a China abalou a cidade. Autoridades chinesas disseram que um policial e 18 civis foram mortos.

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