Penalber é desclassificado e Brasil fica sem medalha no 2º dia em Abu Dabi

Medalhista de bronze no Mundial deste ano, Victor Penalber não conseguiu repetir o resultado no Grand Slam de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, sua primeira competição desde aquela conquista. Neste sábado, o carioca da categoria até 81kg chegou a ser dúvida no combate que valia o terceiro lugar, por conta de uma lesão no tornozelo, resolveu lutar e acabou derrotado pelo húngaro Laszlo Csoknyai, 22.º do mundo, por desclassificação.

Estadão Conteúdo

31 de outubro de 2015 | 12h49

A 1min47s do fim da luta, Penalber tentou encaixar um golpe pelas costas do rival, mas acabou pegando nas pernas de Csoknyai, o que é proibido pelas regras do judô. Com Penalber desclassificado, o Brasil ficou sem medalhas no segundo dia de competições em Abu Dabi.

O atleta do Instituto Reação, de qualquer forma, era a principal esperança de medalha da seleção brasileira neste sábado. Até cair na semifinal, Penalber havia vencido três lutas, sobre o português Carlos Luz (44.º do ranking mundial), o húngaro Szabolcs Krizsan (20.º) e o russo Khazan Khalmurzaev (14.º).

Diante deste último, Penalber sentiu o tornozelo ao tentar uma entrada. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) chegou a colocar em dúvida a participação dele na semifinal, mas o carioca foi ao tatame e acabou vencido pelo local Sergiu Toma, sétimo do ranking, que ganhou fácil, pontuando com três golpes - yuko, wazari e ippon.

Sexto do ranking mundial e quinto do ranking olímpico, Penalber vai abrir ainda mais folga sobre o duas vezes medalhista olímpico Leandro Guilheiro que, voltando de lesão, não se mostra mais concorrente por uma vaga no Rio-2016. O veterano é só o 56.º do ranking olímpico, que já considera o peso que cada resultado terá ao fim da corrida.

Em Abu Dabi, a CBJ também testou o campeão mundial júnior do ano passado na categoria até 81kg, Rafael Macedo. O garoto de 21 anos, que nunca tinha lutado sequer eventos da série Grand Prix, estreou vencendo Dale Whittaker (142.º), da África do Sul, mas foi eliminado pelo russo Sirazhudin Magomedov (15.º).

As mulheres decepcionaram. Na categoria até 63kg, Mariana Silva, 18.ª do mundo, perdeu logo na estreia para a britânica Alice Schlesinger (11.ª). Ketleyn Quadros (47.ª) foi pouco melhor. Ganhou da marfinense Helene Dombeu (34.ª), mas teve uma derrota polêmica para a russa Ekaterina Valkvova (38.ª), num ippon contestado pelos brasileiros.

O resultado em Abu Dabi deve aproximar Ketlyn de Mariana Silva no ranking olímpico, numa categoria na qual nenhuma das duas é favorita a ir ao Rio-2016. As duas candidatas não têm tido resultados expressivos.

O mesmo vale para Maria Portela, na categoria até 70kg. A gaúcha perdeu logo na estreia em Abu Dabi, para a holandesa Sanne Van Dijke (42.ª), de apenas 20 anos. Portela é a 21.ª do mundo e, no ranking olímpico, tem ainda alguma vantagem sobre Bárbara Timo.

O Brasil volta ao tatame em Abu Dabi no domingo, com Eduardo Bettoni (até 90kg) e Mayra Aguiar (até 78kg). Na sexta, Erika Miranda foi prata na categoria até 52kg, mas Sarah Menezes (até 48kg), Rafaela Silva (até 57kg) e Felipe Kitadai (até 66kg), todos estrelas do judô brasileiro, perderam logo na estreia e ampliaram o clima de apreensão na modalidade para o Rio-2016.

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