Pequim 2008: Repórteres Sem Fronteiras chama COI de 'cínico'

Guia enviado a representantes do comitê pede para evitar que se fale da crise envolvendo a tocha e o Tibete

Ansa

09 Abril 2008 | 17h32

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) definiu nesta quarta-feira o Comitê Olímpico Internacional (COI) como "cínico" por oferecer um guia de respostas diante dos incidentes ocorridos durante o revezamento da tocha olímpica.Veja também: Richard Gere lidera ato pró-Tibete em São Francisco COI nega planos para cancelar partes de revezamento da tocha China confirma passagem da tocha olímpica pelo Tibete Ativistas planejam protesto em viagem da tocha à Argentina Emanuel não acredita em problemas com a tocha na Argentina Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoO documento "confidencial", de 26 páginas que foi elaborado junto ao Comitê Organizador dos Jogos (Bocog), "é uma mostra do cinismo do COI quando o movimento olímpico está diante de uma crise histórica", afirmou a RSF, promotora de vários dos ataques que sofreu a tocha em Londres e Paris.Segundo a RSF, o documento mostra como o tema do Tibete e dos direitos humanos estão no centro das preocupações do COI e das Olimpíadas de Pequim 2008, apesar das declarações oficiais afirmarem o oposto.O documento aconselha responder que qualquer intervenção busca apenas garantir a segurança dos portadores da tocha e que, no caso das vítimas da repressão no Tibete, é preciso compartilhar essa preocupação e confiar na China para solucionar esse problema.Em caso de situações extremas, o documento elaborado pelo COI e BOCOG sugere "não fazer comentários ou expressar dor diante das vítimas".  

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