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AFP
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Sem neve, Pequim será sede dos Jogos de Inverno de 2022

COI confirma capital chinesa em eleição marcada por polêmicas

JAMIL CHADE / CORRESPONDENTE EM GENEBRA, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2015 | 07h47

Pela primeira vez, uma cidade vai sediar os Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão. Na manhã desta sexta-feira, Pequim foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional como sede dos Jogos de Inverno de 2022, batendo por apenas quatro votos a cidade de Almaty, no Cazaquistão. A corrida, porém, foi marcada por polêmicas e a escolha também foi imediatamente seguida por críticas por parte de ativistas de direitos humanos e ambientalistas. 

Durante o processo de seleção, cidades como Oslo, Estocolmo e Saint Moritz desistiram da candidatura diante da incapacidade de concorrer contra os orçamentos da China e do Cazaquistão. As cidades europeias ainda realizaram referendos, com um resultado negativo e com suas populações se recusando a pagar pelo evento.

O COI, assim, ficou com apenas duas opções em dois países com sérios problemas de direitos humanos. Nesta sexta-feira, por 44 votos, Pequim bateu Almaty, que somou 40 votos. Além das acusações de violações de direitos humanos, as duas cidades têm algo também em comum: a falta de neve. Para que as modalidades de montanha sejam realizadas, os cidadãos de Pequim terão de viajar 195 quilômetros. 

Mesmo assim, existem dúvidas sobre a necessidade que o governo terá de produzir neve, até mesmo para as montanhas. Na capital, as modalidades disputadas serão apenas em ginásios fechados, como patinação e hóquei. Pequim, porém, promete um orçamento bem menor que os eventos anteriores. Se a cidade gastou US$ 40 bilhões em 2008 para os Jogos de Verão, a promessa agora é de um orçamento de apenas US$ 3,7 bilhões. 

Assim que o nome da cidade chinesa foi anunciada, entidades como a Human Rights Watch atacaram o COI pela escolha. "Isso é um tapa na cara dos dissidentes políticos na China", indicou a entidade, que quer saber quais garantias foram dadas pelo governo chinês de cumprimento de regras de direitos humanos.  Segundo o grupo, a repressão contra dissidentes tem sido "a pior em anos".  Thomas Bach, presidente do COI, teve o apoio chinês para sua eleição ao cargo máximo na entidade olímpica. 

ÁSIA

O movimento olímpico também muda seu eixo para a Ásia, depois do evento no Rio de Janeiro em 2016. Em 2018, os Jogos de Inverno ocorrem na Coreia do Sul. Em 2020, os Jogos Olímpicos serão em Tóquio e, em 2022, em Pequim. No caso da China, porém, atletas de modalidades de inverno não estão entre os mais competitivos. Mas Pequim promete investir US$ 30 milhões para treinar esses atletas. 

Num claro sinal de falta de heróis nesse campo, um dos embaixadores da candidatura de Pequim foi Yao Ming, ex-jogador de basquete da NBA.

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