Pequim vai criar zonas para manifestantes nos Jogos Olímpicos

Zonas ficarão em duas áreas diferentes nas imediações do Centro Aquático Nacional e do Estádio Olímpico

Efe,

08 de abril de 2008 | 01h42

O governo chinês pretende criar áreas específicas nas imediações do Estádio Olímpico para manifestações durante os Jogos de Pequim, informou a imprensa local nesta terça-feira, 8. Veja também: Protestos em Paris cancelam revezamento Imagens dos problemas no revezamento em ParisChina condena interrupções em revezamento da tocha olímpicaUnicef não estará na passagem da tocha pela Coréia do NorteRevezamento da tocha em Paris é suspenso após protestosChina censura cobertura da tocha olímpica apagada em ParisCobertura completa sobre as Olimpíadas 2008 O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo "Criaremos zonas especiais durante os Jogos para os manifestantes e atenderemos suas necessidades", disse Li Zhanjun, diretor de imprensa do Comitê Organizador de Pequim 2008 (Bocog), citado nesta terça pelo diário South China Morning Post. Li disse que ainda não ficou decidido se os estrangeiros poderão entrar nestas áreas ou se serão criadas outras para eles, mas um membro do Comitê Olímpico Internacional a cargo da segurança negou este extremo. O especialista assinalou que estas zonas ficarão em duas áreas diferentes nas imediações do Centro Aquático Nacional e do Estádio Olímpico. Os locais serão vigiadas pelas forças da ordem pública. Sir Craig Reedie, membro do COI, louvou a iniciativa em Pequim, onde nesta quarta-feira, 9, começa a Assembléia do Comitê Olímpico Internacional, e disse que é um "movimento na direção correta. Os direitos humanos e a liberdade de expressão são muito importantes". O porta-voz da ONG Human Rights China assinalou que essas áreas serão estéreis e provavelmente artificiais, já que "as autoridades têm recursos suficientes para encher as zonas com trabalhadores do Governo". "Em Atenas (onde foram instaladas estas áreas pela primeira vez) era possível protestar pacificamente fora das áreas para manifestações e não correr o risco de ser detido", afirmou ao jornal o porta-voz da organização, Nicolas Baquelin. Atualmente, a lei chinesa obriga os que querem se manifestar a pedir permissão à Polícia e a esperar que ela seja concedida, o que raramente acontece. A China já indicou que os estrangeiros que viajarem a Pequim por causa do evento esportivo deverão se submeter à lei chinesa, e advertiu que as forças da ordem agirão caso alguém se não a cumpra.

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