Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Pezão rebate críticas de relatório sobre poluição na Baía de Guanabara

Governador pede para analisar os interesses por trás dos resultados

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 16h11

Nesta quinta-feira, a agência de notícias Associated Press retomou a polêmica sobre os níveis de poluição na Baía de Guanabara, que será o local de algumas competições nos Jogos Olímpicos do ano que vem. Na manhã seguinte, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, falou com exclusividade à Rádio Estadão. Além de falar sobre a reunião que teve com a presidente Dilma e os outros 26 governadores e a polêmica sobre o aplicativo na capital carioca, o político rebateu as críticas do relatório apresentado pela AP

"Temos que tomar muito cuidado com isso, com esses relatórios, ver o que tem de real nisso. A gente sabe que tem muitas obras para serem feitas para a despoluição da Baía de Guanabara, trabalhos a serem feitos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Mas temos que ver quais são os interesses que estão por trás desses relatórios. A gente sabe que tem uma disputa séria por trás das pessoas que não querem a disputa dentro da Baía de Guanabara", respondeu Pezão. 

Ainda segundo o governador, serão lançados alguns programas para mostrar quais obras e medidas estão sendo tomadas e ajudar nos próximos passos para a despoluição na Baía de Guanabara. "Agora, na terça-feira, nós vamos lançar um programa junto com as universidades, com ambientalistas, todas as pessoas que estudam a Baía de Guanabara há muitos anos, mostrando a verdade que existe sobre a Baía de Guanabara, os investimentos que estão sendo feitos. Vamos botar uma agência, uma governança na Baía de Guanabara com todas essas pessoas, elas vão determinar as obras que a gente vai ter aqui para a frente, projetos, vamos mostrar o que estamos fazendo de investimentos com obras dentro da baía."

Quanto a competição em si, Luiz Fernando Pezão lembrou de eventos que aconteceram no ano passado sem maiores interrupções. "Já fizemos teste no ano passado de vela na Baía de Guanabara e não teve problema nenhum. A prova transcorreu normalmente. Vai ser a única prova que vai ter dois testes, vai ter outro teste agora. Nós estamos nos adaptando para fazer uma grande prova e uma grande olimpíada aqui, sabendo que o legado que a gente pode deixar para a Baía de Guanabara são governanças, projetos, recursos para a gente despoluir a Baía de Guanabara."

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA DE LUIZ FERNANDO PEZÃO

DISPUTAS PARALELAS

Os testes realizados pela Associated Press foram conduzidos pela Universidade Feevale, de Novo Hamburgo (RS). O  Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro, no entanto, contestou esses resultados e acusou a universidade e os profissionais de buscarem notoriedade. A Feevale, por sua vez, rebateu dizendo que todo o custeio das análises e pesquisadores envolvidos foram pagos pela agência de notícias, e que os dados "são de propriedade da AP e as análises são realizadas usando os protocolos descritos na literatura científica para esse fim.”

Os comitês olímpicos internacionais, principalmente o norte-americano pedem a alteração do local das provas de vela. Aproveitando esses pedidos, a cidade de Búzios se colocou à disposição para receber a competição. Através de uma carta ao Comitê Rio-216, o município revela suas intenções de sediar a Olimpíada. Em resposta, a organização deixou claro que nenhum torneio terá seu local modificado e que tudo seguirá na capital.

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