PF diz que prisão de suspeito de terrorismo não tem relação com Operação Hashtag

Ação foi feita com base na Lei Antiterror

Constança Rezende e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2016 | 19h20

A Polícia Federal informou nesta quinta-feira que a prisão do comerciante Chaer Kalaoun, de 31 anos, não está relacionada à Operação Hashtag, que prendeu 12 acusados de terrorismo na semana passada, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Kalaoun foi preso no Rio acusado de envolvimento com terrorismo e com a organização Estado Islâmico (EI). A Polícia Federal (PF) o capturou no apartamento da mãe, em Copacabana, zona sul, na quarta-feira.

Uma postagem que Kalaoun fez em seu perfil no Facebook, há cerca de dez dias, em que jurava fidelidade ao EI, foi um dos motivos da prisão. O suspeito é muçulmano, de família libanesa. Durante a adolescência, ele morou no Líbano, onde também esteve em 2013.

Em nota, a PF informou que a prisão foi feita com base na Lei Antiterror e que o objetivo da medida "é aprofundar investigação instaurada a partir da identificação de manifestações e promoção de organização terrorista pela internet".

O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou não ter recebido nenhuma informação sobre a prisão do suposto terrorista. Ele criticou a divulgação do caso pela PF.

"Eu agiria totalmente diferente da maneira como eles vêm agindo. Quem faz o trabalho tem que responder por ele, tem que dizer o que está acontecendo. Já que isso veio a público, cabe a essa instituição agora sanar todas as dúvidas e deixar tudo muito claro", declarou o secretário.

"Quando você tem um trabalho de inteligência para fazer você não fala, você faz. Não precisa sair dizendo o que fez, dizendo para outras pessoas. Você é responsável por aquela ação. No momento em que você faz o serviço, apresenta a pessoa presa ou acusada à sociedade, aí sim cabe algum tipo de explicação", disse.

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