Patrick T. Fallon/Reuters
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Phelps pede que atletas cuidem da saúde mental após adiamento dos Jogos

Vencedor de 28 medalhas olímpicas, o nadador comenta sobre o que pode estar passando pela cabeça dos atletas

Amy Tennery, Reuters

07 de abril de 2020 | 07h36

A lenda olímpica Michael Phelps manifestou preocupação com o impacto negativo do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio na saúde mental dos atletas. No mês passado, o Comitê Olímpico Internacional decidiu adiar os Jogos de Tóquio por um ano, em meio a uma crise global de saúde provocada pelo surto de Covid-19 que atingiu o calendário esportivo profissional e levou ao isolamento de milhões de pessoas.

“Você passa por algo por quatro anos e nós meio que sabemos exatamente quando isso vai acontecer e nosso corpo está pronto para isso, então temos que esperar”, disse o nadador aposentado, que ganhou 28 medalhas olímpicas, em entrevista à NBC nesta segunda-feira. O norte-americano de 34 anos pediu aos atletas que usem o tempo de inatividade como uma chance para aprimorar ainda mais suas habilidades.

Phelps acrescentou que tem uma enorme empatia pelos atletas atingidos pelo adiamento - a Olimpíada está agora agendada para 23 de julho a 8 agosto de 2021 -, e disse ser imperativo que eles “cuidem de sua saúde mental”. Ele levantou as preocupações apenas alguns dias depois que a compatriota e ginasta campeã olímpica Simone Biles disse que chorou com a notícia do adiamento.

“É a nossa vida”, declarou Phelps, o atleta olímpico mais condecorado de todos os tempos. “Tentei avaliar o que eu estaria passando emocionalmente neste momento se ainda estivesse competindo - é realmente difícil entender isso”.

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