Phil Dalhausser estabelece um novo nível no vôlei de praia

Quando dois amigos tentaram convencer oadolecente Phil Dalhausser a jogar vôlei de praia, eleridicularizou a oferta por entender que era um "esporte demeninas". Nem em seus sonhos mais mais malucos ele imaginou que iriaganhar uma medalha de ouro olímpica e estabeler um novo padrãoao esporte. Na sexta-feira, "A Besta de Pequim" mostrou por que elepassou do topo do ranking para o alto do pódio olímpico,conseguindo uma série de bloqueios decisivos na final, ao ladode seu companeiro de dupla Todd Roger. Os dois venceram a duplado Brasil por 2 sets a 1, com parciais de 23-21 17-21 e 15-4. "Sinceramente, se me dissessem que estaria aqui hoje, euresponderia que estavam absolutamente loucos", disse o jogadorde 2,06m, brincando com a medalha ao redor do pescoço. Nascido na Suíça, o jogador foi morar na Flórida aindabebê. Gostava muito mais de tênis e de beisebol, até que umagarota de sua classe e uma professora de matemática opersuadiram a ingressar no vôlei de quadra. Ali, foi muito bem, jogando em nível universitário, masdepois de um tempo seus joelhos começaram a sofrer. Entao,passou para o vôlei de praia. "Resolvi tentar. Depois, me tornei profissional mais para'retardar o mundo real', como forma de adiar a procura de umemprego de verdade", disse o jogador de 28 anos. Ele teve sucesso apenas relativo, com seu primeiro parceiroNick Lucena. As coisas decolaram somente depois de se juntar aRogers, que substuiu Lucena (contundido) na dupla, bem àsvésperas do Mundial de 2005. Rogers, apelidado "O Professor" devido à sua visãointelectual sobre o vôlei de praia, colocou Dalhausser sob suasasas, o fez treinar mais e logo o tomou como parceiro,deixando-o dominar a rede. Roger cuidava da defesa. "Sem ele, não sei se estaria onde estou hoje", disseDalhausser. Ali onde ele está, poucos podem tocá-lo. Emanuel Rego disse que Dalhausser mudou o jogo com seudomínio na rede, ao passo que o argentino Martín Conde brincou,dizendo que "é por causa de caras como ele que eu estoudesistindo". Dalhausse não perde a humildade e ainda sente prazer pelofato de estar jogando entre os grandes -- mesmo os superando. "Ainda sinto como se eu não pertencesse a este mundo, comesses caras", disse o norte-americano ma entrevista coletiva aolado dos brasileiros que ficaram com a prata e com o bronze. "Ovôlei de praia tem sido muito bom comigo."

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