Pneu furado atrapalha Jaqueline no mountain bike

Brasileira terminou a prova apenas na 19ª colocação e se decepcionou com o resultado

Agência Estado,

23 de agosto de 2008 | 07h41

Um pneu furado logo na segunda das seis voltas do percurso atrapalhou a brasileira Jaqueline Mourão na disputa da prova de Mountain Bike do ciclismo, neste sábado, na Olimpíada de Pequim. Com isso, ela terminou apenas na 19ª colocação. "Não era bem o que eu esperava", admitiu a ciclista do Brasil.   Veja também:A campanha brasileira na Olimpíada de Pequim   "O problema é que eu andei muito em cima do aro até uma zona neutra, para poder trocar. Nisso, quase todas as meninas me passaram. Mas fui atrás delas, queria passar uma a uma", lamentou a brasileira, ao comentar sobre as dificuldades que teve após o pneu de sua bicicleta furar. "Eu nunca desisti. Dei tudo que pude para o Brasil. Essa última prova foi difícil e muito emocionante."   Esqui   Jaqueline já definiu que deixará agora o ciclismo - também disputou o Mountain Bike na Olimpíada de Atenas, em 2004, quando ficou em 18º lugar. Vai se dedicar exclusivamente ao esqui cross-country, prova que integra o programa dos Jogos Olímpicos de Inverno.   Jacqueline dedicou alguns anos ao mountain bike, mas desde algum tempo alterna as duas práticas. Inclusive, ela mora na estação de esqui canadense de Mont Saint-Anne junto a seu marido e treinador, Guido Visser - que a levou para o novo esporte.   Na edição de 1996, em Turim, ela se tornou a primeira brasileira a disputar os Jogos de Verão e Inverno ao ficar na 67ª colocação entre 72 participantes na prova do esqui de fundo 10 quilômetros.   O esqui de fundo era a alternativa de Mourão às épocas do ano em que treinar mountain bike era complicado. Hoje, ela se despediu de vez da modalidade na Pista Laoshan, da capital chinesa."Estou um pouco triste porque era minha última corrida e não tive uma boa colocação", afirmou a brasileira, que em dezembro completará 33 anos.   Para a brasileira, as duas modalidades têm muitas coisas em comum, tais como a dificuldade das subidas e a importância da parte física. Agora, ela pensa em voltar aos Jogos de Inverno "Sei que tenho o motor, mas me falta a técnica", assegurou a atleta, que seguiu o exemplo de Matheus Inocêncio - que competiu nos 110 metros com barreiras de Atenas e na prova de bobsled nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, em 2002.   (com Efe)

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