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Poliana Okimoto já projeta nadar em Tóquio-2020: 'Não é a hora de parar'

Medalha de bronze no Rio quer disputar mais uma Olimpíada

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para o Estado, Estadão Conteúdo

24 Agosto 2016 | 17h27

A nadadora Poliana Okimoto não quer saber de aposentadoria. Aos 33 anos, após ser chamada de "velha", ela colhe os frutos da conquista da medalha de bronze na maratona aquática dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E já está pensando nas próximas competições. "Desde a Olimpíada eu não consegui mais treinar, mas volto na próxima semana", disse a atleta, na Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos.

Poliana desfilou pela cidade onde mora e treina em carro aberto. Com status de ídolo, tornou-se referência e acredita que honrar essa imagem será sua maior contribuição ao esporte. "Ser pioneira no esporte é uma responsabilidade muito grande. Espero que essa medalha abra portas para outras meninas, que seja uma semente para colhermos muitos frutos", afirmou. "Eu tenho pensado muito no meu outro grande sonho, que é ajudar a fomentar o meu esporte. Seria uma forma de retribuir à natação e à maratona aquática tudo o que eu recebi."

O foco na competição e a longa preparação, segundo Poliana, foram fundamentais para a conquista do bronze. "O tempo todo eu sabia a minha colocação, quem estava adiante e atrás de mim. Fiz a melhor prova da minha vida. Estava muito consciente e concentrada", contou. "Faltando aproximadamente 500 metros, eu sabia que tinha chance de medalha. Quando eu cheguei em 4º lugar, por mais que seja uma posição ingrata, eu não fiquei frustrada porque eu dei meu máximo e ficou tudo de mim no mar de Copacabana".

Poliana disse não saber como colocar em palavras o que significa conquistar uma medalha olímpica. "Não tem como explicar esse sentimento, essa felicidade. Foram 16 anos lutando e quando a medalha chega, vem um filme com tanto treino, esforço, dedicação, obstáculos a ultrapassar, 'sapos que temos de engolir', muitas derrotas. O atleta vive mais de derrotas do que de vitórias. Os melhores atletas são aqueles que vencem na hora certa. E eu estava no momento certo, no lugar certo, no auge da minha carreira."

Sobre o próximo ciclo olímpico, Poliana afirmou que os Jogos do Rio-2016 acabaram, mas os de Tóquio estão apenas começando. "O atleta tem que se aposentar quando já está em declínio, quando os resultados e a performance começam a recuar. Eu ainda estou subindo, estou no meu auge, nunca treinei tão bem, nunca me senti tão bem, cada vez mais amando o que faço. Não é a hora de parar, ainda tenho muito para contribuir à maratona aquática".

Poliana Okimoto foi campeã da Copa do Mundo de maratona aquática em 2009, terceira colocada na maratona de 5km do Mundial de Esportes Aquáticos no mesmo ano, quando liderou o ranking mundial da Federal Internacional de Natação. Foi ainda a terceira melhor no mesmo ranking em 2007, vice-campeã nos 10km do Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) e vice-campeã mundial de 5Km e 10km em Nápoles (Itália), em 2006.

Apesar da coleção de títulos, a atleta afirma que ganhar a medalha olímpica é muito diferente. "Os Jogos Olímpicos são diferentes de tudo. Nada se compara a isso. É o mundo inteiro voltado para um evento. E são quatro anos que diferem uma edição da outra. Muita coisa acontece nesse período. Na olimpíada, todos os atletas estão bem, todos estão muito bem preparados, focados em ganhar. A medalha olímpica coloca o seu nome na história do esporte mundial. É uma honra e um privilégio fazer parte dessa história", afirmou.

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