Jim Young/AFP
Jim Young/AFP

Por classificação do Brasil no basquete masculino, vale torcer para Argentina

Derrota para marcar o fim do ciclo de vários jogadores da seleção

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2016 | 05h00

Restou ao Brasil, quem diria, torcer para a Argentina no basquete masculino. A vitória dos rivais sobre a Espanha é tão necessária quanto ganhar da Nigéria, nesta segunda-feira, para salvar a renomada geração do adeus precoce.

Antes do torneio olímpico, poucos pensavam que a seleção chegaria a viver momento tão complicado. Afinal, o elenco formado com base em jogadores com passagens pela NBA resgatou a expectativa da torcida nos últimos anos por resultados melhores em competições. 

“Como os torcedores gostam de cantar aquela música, o ‘eu acredito’, eu também tenho que confiar. Temos um jogo pela frente e vamos buscar”, disse o experiente Nenê, de 33 anos.

A participação nos Jogos pode ser o último torneio para vários atletas. Além de Nenê, mais quatro do time do técnico Ruben Magnano têm mais de 30 anos e podem não representar mais a seleção nas próximas temporadas. 

A luta do Brasil para se classificar reserva uma péssima “recompensa”. Se avançar, a equipe terá nas quartas de final os Estados Unidos, que ontem derrotaram a França e confirmaram o primeiro lugar do outro grupo.

Punido por erros em momentos decisivos e pelo equilíbrio do grupo, o Brasil terá pela frente um adversário que tem chances remotas de avançar. A Nigéria ganhou sobrevida porque a equipe da casa perdeu da Argentina.

Os africanos não ganharam um jogo sequer e estão animados para fazer história. “Jamais um time da África foi às quartas. Então, não jogamos somente pelo nosso país, mas pelo continente”, disse Alade Aminu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.