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Por meta do COB, Arthur Nory muda preparação e se concentra na barra fixa

Ginasta aumentou sua carga de treinos no aparelho que já era sua especialidade

Demétrio Vecchioli, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2016 | 20h13

A meta traçada pelo Comitê Olímpico do Brasil de terminar o Rio-2016 dentro do Top 10 pelo total de medalhas obrigou alguns atletas a mudarem sua preparação. É o caso de Arthur Nory Mariano, que aumentou a carga de treinos na barra fixa pensando em brigar por um pódio que não fazia parte dos planos até um ano atrás.

"Quando eu fiquei em quarto no Mundial do ano passado e vi, então, que tem a possibilidade de uma medalha. São oito finalistas e todos podem ir ao pódio. O COB quer finais e quer medalhas, então foquei bastante nisso", conta Nory, de 22 anos.

Cada modalidade tem suas práticas e, na ginástica artística, medalha nem sempre é o mais importante. A partir das pontuações obtidas nos seis aparelhos, a prova de individual geral aponta o "ginasta completo" e um bom resultado nela, mesmo que fora do pódio, pode oferecer um status maior que de uma medalha olímpica.

Mas, pela meta do COB, Nory virou a chave e agora passa mais tempo pendurado na barra fixa. Ao invés a se dedicar mais aos aparelhos nos quais não ia tão bem, seus pontos fracos, passou a focar aquele em já se dava melhor. Conseguiu aumentar a nota de partida para se aproximar dos principais favoritos à medalha.

"Depois do quarto lugar no Mundial, vi que dá para chegar lá, que eu tenho nível. O Brasil não está para trás. Aumentei alguns décimos na série, então isso que vai me ajudar", aposta.

No individual geral, ainda não dá para brigar por um pódio. A meta, no Rio, é alcançar até 89 pontos - 90 em um dia "perfeito, perfeito, perfeito". Tão importante quanto a nota e a classificação final é Nory entrar no Top 10 do mundo. "Quero fazer a final e melhorar todos os resultados deste ciclo. Fiz o 17º lugar (no Mundial) de 2013, 21º em 2014 e 12º em 2016. Quero melhorar cada vez mais", afirma.

Um dos trunfos é ter passado o ano livre de lesões, que ainda não havia acontecido no ciclo olímpico. "Estou sabendo controlar. Tem muito problema no meu ombro, mas a gente está trabalhando. Foi um ano que tive dor, só, mas não tive lesão grave. Desde 2013 tinha algo que me atrapalhava. Estou melhor condicionado em relação a isso", avalia.

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