Praga admite não ter chances de sediar Olimpíada de 2016

Capital búlgara desiste da candidatura por considerar que evento em Londres em 2012 derruba a campanha

EFE

16 de abril de 2008 | 11h04

Pavel Bem, prefeito de Praga, reconheceu nesta quarta-feira que a capital tcheca, candidata a sediar os Jogos Olímpicos de 2016, não tem chances reais de abrigar o evento esportivo nessa data e vai concentrar seus esforços para 2020 ou 2024. Pelo fato de Londres ser a sede dos Jogos de 2012, os tchecos "sabem que a chance de organizar os Jogos de 2016 novamente no continente europeu são praticamente inexistentes", afirma o prefeito. "Nunca pensamos seriamente que teríamos chances reais em 2016. Para nós é mais importante concorrer em 2020 ou 2024", disse Bem à imprensa local, antes de justificar a candidatura tcheca como um exercício "para aprender a nadar na diplomacia olímpica". Assim, o Rio de Janeiro, candidato à sede dos Jogos Olímpicos de 2016, parece ter um rival a menos. A Prefeitura de Praga concedeu à sociedade "Praga Olímpica", que coordena os trâmites da candidatura, uma subvenção de apenas 560 mil euros, contra os 1,92 milhões de euros solicitados. O conselho municipal calculou esta contribuição diante das perspectivas nulas de sediar os Jogos em 2016. Até o momento, a Prefeitura de Praga gastou 2,3 milhões de euros nos preparativos, apesar de que os esforços deverão ser aproveitados caso a cidade vença nas próximas edições. Em junho, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidirá quais cidades candidatas passarão à final. A sede será escolhida em outubro de 2009. As outras concorrentes, além de Praga e Rio, são Baku (Azerbaijão), Chicago (Estados Unidos), Doha (Catar), Madri e Tóquio. 

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