Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Prefeito Eduardo Paes assegura obras da Olimpíada no prazo

Até o momento, custo dos Jogos Olímpicos do Rio, de 2016, está orçado em R$ 6,6 bilhões, dos quais 64% virão do setor privado

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 13h09

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a reiterar que todas as obras previstas para os Jogos Olímpicos de 2016 estão dentro do prazo, mesmo que a segunda atualização da Matriz de Responsabilidade, divulgada pela Autoridade Pública Olímpica (APO) nesta quarta-feira, traga os custos de 75% do total de obras previstas - o que significa que o processo de licitação do restante ainda está em andamento ou não foi sequer iniciado.

Até o momento, o custo da Olimpíada está orçado em R$ 6,6 bilhões, dos quais 64% são oriundos do setor privado. O montante considera apenas as obras necessárias para a realização dos Jogos, não incluindo as intervenções para infraestrutura da cidade.

Paes declarou que ainda não há uma previsão de em quanto irá fechar a conta. "Isso só vamos saber quando acabar (a Olimpíada)", admitiu. Ele assegurou, porém, que "não irá aumentar muito", uma vez que os 25% faltantes seriam referentes a "obras mais simples", sobretudo instalações temporárias.

"O mais importante é que nós sabíamos que haveria um aumento porque novos projetos foram incluídos na Matriz", disse Paes, referindo-se ao acréscimo de R$ 100 milhões em relação ao documento anterior.

Do total de R$ 6,6 bilhões já orçados para obras, R$ 4,24 bi (64%) são oriundos do setor privado. Em comparação à primeira atualização da matriz, publicada em julho do ano passado, cinco novos projetos foram acrescentados - dois relativos ao campo de golfe, dois à região de Copacabana e um ao Riocentro. Os projetos são referentes a instalações de energia elétrica. Em compensação, as obras de entorno do Engenhão saíram do documento e vão compor o orçamento do "legado", como a prefeitura do Rio se refere às obras de infraestrutura que ficarão para a cidade.

"O entorno do Engenhão, a área dos galpões, não é do estádio, é daquela região. A gente acha que aquilo tem muito mais a ver com legado", considerou Paes, ao justificar a retirada da obra da Matriz de Responsabilidade.

Sobre o andamento das obras, o prefeito afirmou que "está tudo em dia", incluindo o velódromo. Iniciada apenas no segundo semestre do ano passado, a instalação chegou a estar três semanas atrasada em relação ao cronograma em dezembro, "mas agora está na mão", assegurou o prefeito.

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