Presidente da AFA diz que TAS agiu corretamente sobre Messi

Grondona está feliz por saber que Tribunal não se sente capaz de julgar decisão da Fifa sobre atletas sub-23

EFE

31 de julho de 2008 | 15h26

Julio Grondona, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), disse nesta quinta que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, em francês) agiu corretamente ao se declarar incompetente para julgar o caso envolvendo a liberação do meia-atacante Lionel Messi, do Barcelona, aos Jogos Olímpicos.Veja também: Tribunal arbitral decide briga entre clubes e Fifa sobre Pequim Tribunal se recusa a julgar casos de Diego e RafinhaNa última quarta, o Tribunal rejeitou também julgar a apelação apresentada por Schalke 04 e Werder Bremen em relação à cessão do lateral-direito Rafinha e do meia Diego, respectivamente, à seleção olímpica brasileira.O Barça havia recorrido ao TAS por entender que não tinha a obrigação de liberar Messi para uma competição que não é organizada pela Fifa. A equipe ainda terá pela frente a fase prévia da Liga dos Campeões, que coincidirá com a disputa do torneio em Pequim. "O TAS agiu corretamente. Cedo ou tarde, as regras têm que ser cumpridas. A Fifa se baseou nelas acima dos argumentos do Barcelona", afirmou Grondona, que está em Xangai. O dirigente disse ao canal argentino TN que ele não negociou a liberação de Messi com o clube espanhol. "Não havia motivo para chegar a um acordo com o Barcelona, que apenas deveria respeitar uma determinação da Fifa", afirmou, referindo-se à obrigatoriedade das equipes em ceder jogadores menores de 23 anos para os Jogos de Pequim.Perguntado sobre a possibilidade de o TAS ficar ao lado do Barça após a nova apelação dos espanhóis, Grondona disse que "não cogita esta hipótese".O cartola também se mostrou satisfeito com a postura de Messi, que esperou a decisão da Fifa para viajar à China. "Não aprovaria uma atitude rebelde de Messi. A rebeldia é m conselheira", concluiu.

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