Luis Macedo/Agência Câmara
Luis Macedo/Agência Câmara

Presidente da Câmara dos Deputados cobra prestação de contas do Rio-2016

Rodrigo Maia quer maior transparência nos gastos com os Jogos e defende uso de recursos públicos para ajudar a realização da Paralimpíada

Jamil Chade, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

21 Agosto 2016 | 17h14

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, vai cobrar do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e dos organizadores dos Jogos do Rio "maior transparência" de suas contas. Maia representará o presidente interino, Michel Temer, na cerimônia de encerramento da Olimpíada, neste domingo, no Maracanã. À reportagem do Estado, ele confirmou que é favorável ao uso de recursos públicos para ajudar a realização da Paralimpíada. Mas insiste que isso terá de vir com uma prestação de contas por parte dos organizadores.

"Mais transparência é sempre melhor", disse o deputado. "Vamos exigir a prestação de contas de tudo e de todas as federações", insistiu. Segundo ele, a proposta que fará é de que cada entidade esportiva brasileira que se beneficie também da Lei Piva seja obrigada a apresentar, uma vez por ano, suas contas ao Congresso Nacional. "Precisamos saber de que forma esses incentivos estão sendo usados", disse. Em 2015, o COB recebeu R$ 244 milhões da premiação das loterias federais, por intermédio da Lei Piva.

Por duas semanas, o Rio-2016 passou a ser cobrada por maior transparência, depois que oficialmente solicitou recursos públicos para arcar com o megaevento. A Justiça do Rio de Janeiro chegou a negar qualquer repasse, alegando que isso teria de ser acompanhada pela publicação dos balanços financeiros do Comitê Rio-2016 e a transparência em todas suas contas.

No final da semana, os organizadores colocaram em seus sites os balanços financeiros dos últimos dois anos e que, até então, não estavam sendo publicados. Nele, ficou claro que a entidade pagou entre 2011 e 2015 mais de R$ 26 milhões a seus oito diretores-executivos.

À reportagem, Maia indicou que seria "um grande erro" o Brasil abandonar a Paralimpíada. "Trata-se de um evento importante para o país e para o mundo. Depois de todas as desconfianças sobre o Rio, realizados um grande evento. Não podemos cometer o erro de não realizar a Paralimpíada", disse.

O evento chegou a ficar ameaçado, depois que os organizadores do Rio-2016 usaram parte dos recursos para tapar buracos de emergência da Olimpíada. A verba para comprar as passagens dos atletas paralímpicos atrasou e, segundo a reportagem apurou, 40% dos funcionários de alguns departamentos chegaram a ser demitidos.

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