Presidente da CE diz que repressão e Olimpíada não combinam

José Manuel Durão Barroso vai apresentar à China ponto de vista de defesa dos direitos humanos do Tibete

EFE

09 de abril de 2008 | 14h22

O presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta quarta-feira que apresentará às autoridades da China a "contradição" existente entre celebrar a "festa" dos Jogos Olímpicos em meio a "uma situação de repressão e tensão". Barroso afirmou que apresentará a questão do Tibete e defenderá o respeito aos direitos humanos durante a visita que realizará à China no final deste mês. Veja também: Richard Gere lidera ato pró-Tibete em São Francisco COI nega planos para cancelar partes de revezamento da tocha China confirma passagem da tocha olímpica pelo Tibete Ativistas planejam protesto em viagem da tocha à Argentina Emanuel não acredita em problemas com a tocha na Argentina Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoA viagem à China "é agora ainda mais importante", afirmou Barroso sobre os eventos no Tibete e algumas convocações ao boicote à cerimônia oficial dos Jogos Olímpicos de 2008, ao ser perguntado sobre a visita em entrevista coletiva. O presidente da CE disse que tudo o que está acontecendo em torno do Tibete, os Jogos e a chama olímpica constituem uma "razão de sobra" para ir a este país. Barroso afirmou que tem a intenção de discutir com as autoridades chinesas as questões de direitos humanos e a liberdade de expressão. Em suas reuniões previstas com o presidente e o primeiro-ministro chineses, Barroso afirmou que deseja "mostrar-lhes a contradição" entre a realização dos Jogos Olímpicos, "uma festa" no mundo todo, e "uma situação de repressão e de tensão". Também afirmou que é necessário manter relações "positivas" com a China, incluindo "as questões que mais preocupam", como direitos humanos e as liberdades individuais. O presidente da CE afirmou que os primeiros-ministros da Austrália e da Suécia visitarão a China nos próximos dias antes que ele. Barroso e seis membros da Comissão Européia estarão em Pequim nos próximos dias 24 e 25, para uma série de reuniões em um novo tipo de formato com o Governo chinês. O presidente da CE lembrou que a visita estava prevista inicialmente para tratar com Pequim questões de desenvolvimento sustentável e disse que é imprescindível conversar com a China sobre este assunto, já que o país é a maior fonte de gases do efeito estufa e no futuro será a primeira economia mundial. "Sem a China não é possível alcançar os alvos que nos propusemos. Sem a China não será possível conseguir um acordo na reunião internacional de Copenhague" de 2009 na qual se tentará iniciar um mecanismo que substitua o Protocolo de Kioto, declarou Barroso. 

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