EFE
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Presidente do COI, Bach admite resgate do Rio diante da crise financeira

Dirigente manda recado: 'Brasil fará uma Olimpíada 'à la Brasil'

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2016 | 12h46

O presidente do COI, Thomas Bach, deixa claro: a Olimpíada do Rio de Janeiro será um evento “a la Brasil” e admite que os Jogos ainda têm “desafios de fluxo de caixa”. Conforme o Estado revelou em sua edição deste domingo, a Rio-2016 continua sem conseguir fechar suas contas e está em busca de R$ 250 milhões. Neste domingo, o COI confirmou que considera adiantar recursos para os organizadores brasileiros, na esperança de ajudar a equilibrar as contas.

"Temos dois problemas. Fomos informados sábado pelo Comite Rio-2016 de que o comitê ainda está trabalhando por um orçamento equilibrado", revelou Bach. Mas reconhece: "existe desafios de fluxo de caixa". 

As declarações do alemão foram feitas em sua primeira coletiva de imprensa no Rio desde que chegou ao País. Nos últimos dois dias, o COI se reuniu para avaliar a situação da cidade e cada um dos membros da entidade deu sua opinião. Ao sair do encontro, o presidente da Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, insistiu que "não se falou de dinheiro" no encontro.

Bach fez outro relato sobre o evento. "O COI ajudou e está ajudando a Rio-2016 a garantir que os Jogos sejam um sucesso", disse, em referência a um adiantamento de recursos enviados ao Brasil. Segundo seu porta-voz, Mark Adams, recursos que o COI pagaria à Rio-2016 no dia 5 de agosto e ao final do evento devem ser antecipados para ajudar a cobrir os custos extras dos últimos dias. "Isso está em consideração", afirmou. 

Em maio, o Estado revelou com exclusividade que parte dos pagamentos que entrariam aos brasileiros no dia 5 de agosto tinha sido antecipado para junho. Mas Bach, em um encontro com o presidente interino Michel Temer, insistiu que o governo federal teria de fazer sua parte também. 

Bach, apesar de reconhecer os problemas financeiros, tentou dar um tom positivo. "As coisas estão se arrumando", disse. "Teremos sempre alguns desafios de último minuto. Mas, como vimos nos últimos meses sobre como os brasileiros lidam com essas questões, temos mais confiança do que nunca. Teremos jogos "à la Brasil", afirmou. Questionado sobre o que significaria "à la Brasil", ele desconversou: "com paixão". 

Bach admite que ficou preocupado com as informações sobre a Vila dos Atletas. "Quando deixei a Europa, tivemos uma notícia preocupante sobre a situação da Vila. Por isso é que decidi ir diretamente para a Vila, saindo do aeroporto", reconheceu. "Ao entrar e falar com atletas, dava para sentir que havia uma atitude positiva e um espirito para ajudar", disse. Segundo ele, os chefes de missão o indicaram o que havia sido feito em 24 horas. "É uma Vila fantástica. Houve um grande entendimento de que todos teríamos de trabalhar juntos para fazer dela um sucesso", afirmou. "As facilidades são esplêndidas", insistiu. "Tudo está chegando ao ponto certo", apontou.

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