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Fabrice Coffrini/ AFP
Fabrice Coffrini/ AFP

Presidente do COI diz que Jogos de Tóquio geraram dúvidas e 'noites sem dormir'

Organização da Olimpíada lida com incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus

AFP, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2021 | 03h28

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, revelou nesta terça-feira que enfrentou "dúvidas" e "noites sem dormir" em relação à organização dos Jogos de Tóquio, que começam nesta semana após o adiamento de um ano de atraso devido à pandemia da covid-19.  Antes da tradicional cerimônia de abertura, que será realizada na sexta-feira, às 8h (horário de Brasília), atletas de softbol e futebol terão iniciado suas competições.

Durante uma reunião do COI na capital japonesa, Bach admitiu que a decisão sem precedentes de adiar as Olimpíadas acabou sendo mais complicada do que ele esperava. Os preparativos para a cerimônia de abertura foram excepcionalmente desafiadores, já que Tóquio permanece em estado de emergência devido à pandemia e a opinião pública japonesa tem se manifestado amplamente contra o evento, que será realizado sem a presença de público. 

"Nos últimos 15 meses, tivemos que tomar muitas decisões em bases muito incertas. Tínhamos dúvidas todos os dias. Temos deliberado e discutido. Houve noites sem dormir", disse Bach. “Isso também pesou sobre nós, pesou sobre mim. Mas para chegar até hoje tínhamos que dar confiança, tínhamos que mostrar uma saída para essa crise”, destacou. 

Protestos foram realizados durante a presença do dirigente alemão no Japão, onde a última pesquisa do jornal Asahi Shimbun mostrou que 55% dos consultados eram contrários à realização dos Jogos neste momento. A organização da Olimpíada tomou diversas medidas de precaução para evitar surtos de contaminação pelo novo coronavírus entre pessoas envolvidas com os Jogos.

"Podemos finalmente ver o fim do túnel", afirmou Bach. "O cancelamento nunca foi uma opção para nós. O COI nunca abandona os atletas ... nós o fizemos pelos atletas", concluiu.

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