Presidente do COI não economiza elogios à organização do Rio

Thomaz Bach agora enxerga 'grande dinamismo' nos dirigentes do Comitê Organizador e vê brasileiros mais confiantes após a Copa

Reuters

09 Setembro 2014 | 16h54

 A preparação olímpica da Rio 2016 está em pleno andamento com os organizadores tendo redescoberto seu dinamismo após anos de adiamentos e a Copa do Mundo impulsionando sua confiança, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional Thomas Bach nesta terça-feira.

Descrita como "a pior preparação de todos os tempos" pelo vice-presidente do COI John Coates em abril, o trabalho para os Jogos do Rio está agora muito mais coordenado, disse Bach, acrescentando que seu colega retificou seus comentários depois.

"O Rio tem feito grande progresso nos últimos meses", Bach disse à agência de notícias Reuters numa entrevista na véspera de seu primeiro aniversário no cargo principal do COI.

"Você tem visto o prefeito e o governador assumindo mais responsabilidade e mostrando grande dinamismo, trabalhando mais proximamente do Comitê Organizador".

Bach, um advogado alemão e ex-esgrimista campeão olímpico, sucedeu Jacques Rogge no dia 10 de setembro do ano passado e foi imediatamente jogado no vórtice do furacão, tentando acelerar a preparação para a primeira edição dos Jogos sob sua supervisão.

Os organizadores da Rio 2016 e os dirigentes governamentais estavam sendo criticados até recentemente por falhar em coordenar o trabalho e responsabilidades eficientemente, acarretando em anos de atrasos em quase todo grande projeto para os Jogos, incluindo o Parque de Deodoro, que vai receber várias modalidades.

A Copa do Mundo, que muitos temiam que padecesse com problemas de transporte, infraestrutura e segurança devido a atrasos similares na construção e organização, foi um evento bem sucedido sem maiores problemas e foi saudada como uma das melhores edições do Mundial.

"Os brasileiros estão muito mais confiantes depois da bem sucedida organização da Copa do Mundo. Portanto, há vários indicadores positivos", disse Bach.

"Tenho certeza de que a comissão de coordenação do COI que visitará o Brasil em breve vai notar mais progresso. As instalações de Deodoro estão se erguendo e a Vila Olímpica está fazendo progresso".

Em seu agitado primeiro ano no cargo, durante o qual viajou por boa parte do tempo, Bach também lançou o que ele chama de Agenda 2020, um esforço para reformar a Olimpíada, incluindo o sistema de candidaturas, e tornar os Jogos mais flexíveis em sua estrutura e programação.

Entre as mudanças que ele espera ver aprovadas numa reunião do COI em Mônaco, em dezembro, está uma descomplicação no sistema de inclusão e exclusão de esportes dos Jogos para torná-los mais atraentes para espectadores, emissoras de televisão e patrocinadores.

Atualmente um esporte precisa ser aprovado sete anos anos de ingressar na programação dos Jogos.

Tóquio, que vai receber os Jogos de 2020, deverá ser a primeira edição da Olimpíada a ser beneficiada por essas mudanças com a provável reintrodução do beisebol e do softball, extremamente populares no Japão, em sua programação.

"O que nós pudemos ver na última reunião do conselho executivo (em julho) é que há bom apoio às ideias lançadas pelos grupos de trabalho", disse Bach.

"Espero que sejam adotadas algumas medidas em relação ao processo de candidaturas, que possamos alcançar maior flexibilidade na composição do programa olímpico", disse ele.

"Também desejo fortemente que a ideia do canal de TV olímpico seja aprovada", disse ele a respeito do canal projetado para promover os esportes olímpicos nos anos entre as edições dos Jogos e de fazer sua conexão com os jovens".     

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