Presidente do COI pressiona China por liberdade de imprensa

Jacques Rogge pede que os organizadores da Olimpíada adotem imediatamente as regras do contrato

REUTERS

10 de abril de 2008 | 11h24

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, insistiu para que a China adote por completo regras para a mídia estrangeira o mais rápido possível, disse ele na quinta-feira. Veja também: China desmantela grupo que planejava atacar Jogos Indonésia encurta caminho de tocha para evitar protestos   Manifestantes invadem as ruas de São Francisco Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo Em janeiro de 2007, a China aceitou as regras para a mídia ao longo da Olimpíada de Pequim, mas as restrições continuam para os profissionais da imprensa estrangeira que queiram fazer reportagens no Tibet e na região ocidental de Xinjiang. "Nós pedimos aos chineses para aprovar a lei de mídia, e eles fizeram isso", disse Rogge em uma coletiva de imprensa. Ele se encontrou com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, na quarta-feira. "Sabemos que a implementação desta lei não é perfeita, há falhas. Eu pedi às autoridades que implementem a lei de mídia por completo... e eu insisti que isso deve ser feito o mais rápido possível." A mídia estrangeira foi impedida de ir ao Tibet e a outras regiões que têm minorias tibetanas depois dos protestos que ocorreram nessas áreas no mês passado. Desde então, somente alguns jornalistas selecionados pelo governo tiveram acesso à região, em visitas organizadas rigorosamente pelo governo. Como cidade-sede dos Jogos Olímpicos, Pequim se comprometeu a conceder à mídia a mesma liberdade de imprensa que ela teve em Olimpíadas anteriores. Rogge declarou também que, durante os Jogos, que vão de 8 a 24 de agosto, a mídia terá acesso livre e sem censura à Internet.

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