Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters

Presidente do COI quer escolher sedes dos Jogos de 2024 e 2028 na mesma data

Ideia de Thomas Bach é que decisão aconteça em setembro deste ano

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 16h54

Em carta divulgada entre os dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), o presidente Thomas Bach revelou intenção de escolher as futuras sedes dos Jogos Olímpicos de 2024 e 2028 na mesma data, conjuntamente no mesmo processo, em setembro deste ano. A carta consolida a ideia que Bach apresentou em dezembro, porém sem dar maiores detalhes.

Se a ideia for concretizada, as próximas sedes da Olimpíada seriam, naturalmente, Los Angeles e Paris, sem uma ordem específica. Isso porque as duas cidades são as finalistas restantes na briga para sediar os Jogos de 2024, após a desistência de Budapeste anunciada nesta semana - o fim da candidatura húngara ainda será oficializada.

Bach, segundo a carta divulgada pela agência Associated Press, se mostrou inclinado a decidir as duas futuras sedes conjuntamente porque considera que "todo o processo de escolha produz muitos perdedores" entre todas as candidaturas inscritas no início do procedimento.

Ideia semelhante havia sido apresentada em entrevista à própria AP na semana passada, quando Bach alegou que "a situação política em nosso frágil mundo requer de nós mais ajustes para o procedimento de candidatura".

Bach faz referência à situação econômica de alguns países, que acabam despendendo muitos recursos em suas candidaturas. O gasto inviabilizou diferentes candidaturas nos últimos anos. O caso mais visível foi o de Roma, que desistiu da própria Olimpíada de 2024 no ano passado por julgar que o evento aumentaria as dívidas da capital italiana.

Na carta, Bach não citou Roma diretamente. Mas mencionou a situação de Budapeste, que acabou desistindo da candidatura após sofrer pressão de um novo grupo político, que recolheu 266.151 assinaturas para pedir um referendo popular para questionar a candidatura.

"Está claro que uma promissora candidatura olímpica foi usada para promover uma agenda política doméstica que vai além dos Jogos Olímpicos e que foi tomada por políticos locais", afirmou Bach, na carta.

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