Paris Sarrikostas|AP
Paris Sarrikostas|AP

COI vê Brasil em 'crise', mas nega preocupação com Olimpíada

Thomas Bach reconhece problemas a seis meses dos Jogos

Estadão Conteúdo

27 de janeiro de 2016 | 19h54

A crise econômica já fez o Comitê Organizador do Rio-2016 anunciar um pacote de medidas para enxugar o orçamento, desistindo até de construir uma arquibancada flutuante para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Duas obras estão paralisadas porque uma construtora passa por dificuldades financeiras, a epidemia do vírus Zika causa preocupação mundial e a presidente da República é ameaçada de impeachment. Não há como negar que o cenário pré-olímpico no Brasil não é dos melhores.

Nesta quarta-feira, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, cumpriu agenda pública em Atenas, na Grécia, e comentou o cenário. Em declaração polida, evitou entrar em polêmica, mas admitiu que o Brasil passa por uma crise.

"Faltam, como se sabe, seis meses para os Jogos Olímpicos e esta é a época mais difícil da preparação. Há muitos detalhes para resolver, como já aconteceu com outros países e agora com o Brasil. Mas se levarmos em conta as circunstâncias nas quais trabalham nossos amigos brasileiros, com seu país em uma situação de crise, só nos resta apreciar o grande trabalho que estão realizando para os Jogos Olímpicos e esperar com ansiedade que se abra o estádio para nos deslumbrarmos pela paixão dos nossos anfitriões", disse ele.

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