Arquivo/Correio do Estado
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Presídio abriga presos como Beira-Mar

Suspeitos de terrorismo foram levados para Campo Grande, onde estão criminosos de alta periculosidade

Kleber Clajus, em Campo Grande, Especial para o Estado

23 de julho de 2016 | 07h00

Inaugurado há pouco mais de nove anos, o Presídio Federal de Campo Grande fica localizado na zona rural, tem 12,6 mil metros quadrados de área construída e possui 208 celas padrão (7m²) e 12 de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que tem o dobro do tamanho. Com média de custo de R$ 3,5 mil por preso, o complexo é monitorado por 200 câmeras e não teve nenhuma fuga registrada desde que foi aberta, em 21 de dezembro de 2006.

Nome e quantidade de presos custodiados são mantidos em sigilo, com exceção dos mais conhecidos com estadia já revelada. É o caso do traficante Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar; do narcotraficante colombiano Juan Carlos Abadia Ramirez; do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “comendador”; do líder da facção criminosa Comando Vermelho, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha.

Pela regras da unidade, a convivência do custodiado fica restrita a 13 pessoas durante as duas horas de banho de sol em cela individual. São servidas seis refeições elaboradas por nutricionista, havendo ainda suporte de equipe médica, assistência social e psicológica.

O contato com visitas ocorre por telefone, em área conhecida como parlatório, sendo restrita a parentes de até quarto grau cadastrados por meio de biometria, apresentação de certidão de antecedentes criminais e passagem por equipamentos de raio-x, detectores de metais e revista pessoal.

Há ainda possibilidade de contato virtual, via parceria com a Defensoria Pública da União (DPU), no caso de familiares que não possam se deslocar a Campo Grande. 

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