AibaDivulgação
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Prestes a ser excluída pelo COI, associação de boxe se diz perto da falência

Entidade ficaria sem receber US$ 17,5 milhões (aproximadamente R$ 67,7 milhões) da receita comercial de Jogos de Tóquio

Redação, Estadão Conteúdo

19 de junho de 2019 | 16h03

O diretor-executivo da Associação Internacional de Boxe (Aiba), Tom Virgets, declarou nesta quarta-feira que a entidade está próxima da falência, dias antes de o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomar uma decisão sobre a sua exclusão formal dos Jogos de Tóquio, em 2020.

A expectativa é para que os membros do COI aprovem as recomendações feitas por último mês por sua diretoria executiva no encontro da próxima quarta-feira, o que negaria à Aiba a expectativa de receber US$ 17,5 milhões (aproximadamente R$ 67,7 milhões) da receita comercial de Jogos de Tóquio, além de não considerar o Mundial de 2019 como qualificatório.

Nesse cenário, Virgets declarou que a Aiba se tornará insolvente. "Na minha opinião, as decisões tomadas pelo COI foram claramente projetadas para falir a Aiba", escreveu, em uma carta vista pela agência de notícias The Associated Press. "Toda fonte de renda que a Aiba teria pela frente foi retirada".

A Aiba tem menos de US$ 400 mil (R$ 1,55 milhão) no banco e não poderia desafiar qualquer decisão na Corte Arbitral do Esporte, escreveu Virgets. Diante disso, a associação pretende realizar uma reunião na quinta-feira seguinte ao encontro do COI que deve selar o seu destino.

O conselho do COI quer que a Aiba seja excluída depois de uma investigação apontar problemas nas finanças e na sua governança, além de questionar a integridade das decisões dos árbitros na Olimpíada do Rio. Um fator-chave contra a associação foi a eleição pelos seus membros de Gafur Rakhimov como presidente no ano passado, que enfrenta acusações de envolvimento com o crime organizado, o que ele nega.

Enquanto isso, o COI detalhou nesta quarta-feira seus planos na quarta-feira para um novo programa de qualificação para a Olimpíada de Tóquio. Serão 286 lutadores, como no Rio-2016, mas a participação feminina subiria de três para cinco categorias, com 100 mulheres - foram 86 há três anos. Já o número de boxeadores cairá de 250 a 186, com a redução de dez para oito categorias.

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