Jae C. Hong / AP
Jae C. Hong / AP

Produtos oficiais de Tóquio-2020 encalham nas prateleiras por conta da covid-19

De mascotes de pelúcia a canecas, a lista é longa de souvenirs ligados à Olimpíada que estão encalhadas nas prateleiras das dezenas de lojas oficiais espelhadas pelo Japão

Redação, Estadão Conteúdo

11 de maio de 2020 | 12h49

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que já provocaram o adiamento dos Jogos Olímpicos deste ano para 2021, estão causando prejuízos para o Comitê Organizador com relação aos produtos oficiais. De mascotes de pelúcia a canecas, a lista é longa de souvenirs ligados à Olimpíada que estão encalhadas nas prateleiras das dezenas de lojas oficiais espelhadas pelo Japão.

De acordo com os organizadores, a preocupação pela baixa procura é grande, já que a expectativa é arrecadar US$ 100 milhões (mais de R$ 570 milhões) com a venda de cerca de 5.500 produtos licenciados. A loja online de Tóquio-2020 continua funcionando sem qualquer problema, mas sem grande demanda até agora.

Em março, com o crescimento do surto do novo coronavírus pelo mundo, especialmente na Europa, o Comitê Olímpico Internacional (COI), o governo japonês - comandado pelo primeiro ministro Shinzo Abe - e os Comitê Organizador de Tóquio-2020 decidiram adiar os Jogos para o mesmo período do ano em 2021 - de 23 de julho a 8 de agosto.

Apesar de os Jogos Olímpicos terem sido adiados para 2021, os produtos licenciados continuam com o slogan Tóquio-2020. A decisão do Comitê Organizador pela manutenção da marca evitou que toneladas de mercadorias fossem descartadas.

Há ainda o risco, por conta da pandemia da covid-19, de um novo adiamento ou até do cancelamento dos Jogos Olímpicos. Se isso ocorrer, alguns especialistas acreditam que os produtos licenciados podem ganhar maior valor. Neste caso, as mercadorias passariam a ser mais valorizadas por colecionadores.

"Se não houver Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, o valor das mercadorias já criadas para 2020 aumentará e aumentará ainda mais rapidamente se o produto existente for removido do varejo", disse David Carter, professor de negócios esportivos da Universidade South California, dos Estados Unidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.