Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Projeto Grael desiste de contrato para despoluir a Baía de Guanabara

Secretaria fará licitação urgente para encontrar novo responsável

EFE

31 Março 2015 | 09h31

O Projeto Grael/Instituto Rumo Náutico desistiu nesta segunda-feira de assinar contrato com a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro para implantar o programa de limpeza da Baía de Guanabara, que receberá as competições de vela dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

O organização, liderada pelos irmãos Torben e Lars Grael, foi contratada na semana passada pelo governo do Rio, para realizar o trabalho com o uso de "ecobarcos" e fazer instalação de "ecobarreiras".

De acordo com a Agência Brasil, embora o instituto tenha competência técnica para gerir o projeto de gestão do lixo flutuante da baía, pesou na decisão a falta de licitação no processo. A decisão foi unânime do conselho diretor da entidade.

O Projeto Grael/Instituto Rumo Náutico foi contrato sem licitação prévia, em contrato avaliado em R$ 20 milhões. Criado em 1998, o projeto desenvolvido pelos irmãos Torben, Lars e Axel Grael e o amigo e velejador Marcelo Ferreira, teve como principal objetivo usar o esporte como ferramenta de inclusão social.

A Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro anunciou que fará licitação urgente para encontrar um novo responsável para instalar e manejar as barreiras de contenção, evitando que o lançamento de esgoto atinja a Baía de Guanabara.

André Corrêa, titular da pasta, afirmou que será colocado em prática um plano de emergência para garantir que não haja problemas nas regatas olímpicas.

Recentemente, o governo estadual anunciou que tinha abandonado o projeto das "ecobarreiras", que seriam de pior qualidade que as que se planejam instalar agora. Já na semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão anunciou investimento em R$ 500 milhões para tratar resíduos da Baía de Guanabara.

A descontaminação do local é uma das maiores preocupações para a disputa dos Jogos Olímpicos, já que houve compromisso no tratamento de 80% das águas até o evento poliesportivo, o que o governo fluminense chegou a admitir posteriormente, ser impossível, para voltar atrás, em seguida. 

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