Hélvio Romero|Estadão
Hélvio Romero|Estadão

Psicologia faz parte da preparação dos judocas para a Olimpíada

Confederação Brasileira de Judô consegue implantar um trabalho emocional forte nos atletas e espera colher os frutos disso

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2016 | 17h02

Os judocas estão sendo preparados nos tatames e também no “divã”. Se no último ciclo olímpico nem todos cuidavam da mente, desta vez a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) conseguiu implantar um trabalho emocional forte nos atletas de olho em bons resultados nos Jogos Olímpicos do Rio.

“A gente está bem avançado nisso. Tivemos um ciclo olímpico passado que apenas 50% da equipe fazia um preparo psicológico. Hoje a gente tem 100% dos atletas fazendo isso e entendendo a importância disso. É como a preparação física. O retorno que os atletas têm nos dado é muito positivo”, conta Ney Wilson, gestor de Alto Rendimento da confederação.

Para ele, a disputa do World Masters, em Guadalajara, será um bom teste para os atletas. “É um evento importante, pois é o último laboratório sob uma grande pressão, pois lá estarão os melhores atletas lutando para serem cabeças de chave da Olimpíada. É um evento muito estratégico, que exerce pressão sobre os atletas, e será um momento de avaliarmos como cada um suporta isso e vermos no que podemos melhorar.”

A competição em Guadalajara servirá para as atletas do feminino medirem forças, mas elas não entram pressionadas por resultados porque as vagas olímpicas já estão bem definidas: Sarah Menezes, Érika Miranda, Rafaela Silva, Mariana Silva, Maria Portela, Mayra Aguiar e Maria Suelen Altheman têm distância confortável no ranking.

“Se tem disputa por vaga ainda, o atleta fica mais focado em conquistar a vaga, e nós podemos nos concentrar na Olimpíada mesmo. Felizmente a equipe feminina já está formada, grupo bem unido, para poder fazer uma boa competição”, conclui Rafaela Silva.

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