Quatro ginastas empatam e dividem ouro nas barras assimétricas no Mundial

O Mundial de Ginástica Artística de Glasgow viu, neste sábado, um fato raríssimo: quatro atletas receberam exatamente a mesma nota e empataram na primeira colocação das barras assimétricas. As russas Viktoriia Komova e Daria Spiridonova, a chinesa Yilin Fan e a norte-americana Madison Kocian receberam medalhas de ouro, fazendo com que três hinos tocassem no alto do pódio.

Estadão Conteúdo

31 de outubro de 2015 | 14h49

Spiridonova era a favorita ao título, uma vez que teve a melhor nota da fase de classificação: 15,466. Mas a russa não repetiu o desempenho das eliminatórias, recebendo 15,366 em sua apresentação. Enquanto isso, tanto Komova quando Fan e Kocian apresentaram evolução. Prata no individual geral, Gaby Douglas, dos EUA, ficou em quinto.

No salto foi distribuída só uma medalha de ouro, para a russa Maria Paseka, que recebeu 15,633 e 15,700 nas suas duas apresentações, somando média 15,666. Por muito pouco, superou a norte-coreana Jong Hong Un, que tirou 15,666 e, com esse resultado, se classificou para os Jogos Olímpicos do Rio - os medalhistas por aparelhos de países que não se garantiram com equipe vão à Olimpíada.

Grande nome da ginástica artística feminina e tricampeã mundial no individual geral, a norte-americana Simone Biles não confirmou o favoritismo e ficou com o bronze. Ela teve média de 15,541 pontos. Nas eliminatórias, havia feito 15,633. As três medalhistas sobraram contra todas as rivais ao longo da competição.

MASCULINO - Campeão olímpico, Arthur Zanetti priorizou os treinamentos no solo e no salto para ajudar a equipe brasileira em busca da vaga para os Jogos do Rio e acabou fora da final das argolas. Neste sábado, ele assistiu à vitória do grego EleftheriosPetrounias, com 15,800, nota que o brasileiro atinge com alguma regularidade.

Os dois chineses que também devem brigar pelo título olímpico no Rio ficaram com as demais medalhas. Hao You levou a prata com 15,733 e Yang Liu terminou com o bronze, com 15,700.

No cavalo com alças, a medalha de ouro foi para Max Whitlock, que se tornou o primeiro atleta da Grã-Bretanha a se tornar campeão mundial na ginástica artística. E a festa em casa foi completa porque o pódio teve dobradinha britânica, com Louis Smith atrás por apenas 0,1 pontos: 16,133 a 16,033. Em terceiro, longe dos dois, ficou o armênio Harutyun Merdinyan, com 15,500, classificado para a Olimpíada.

Whitlock já soma três medalhas no Mundial. Prata por equipes, ele repetiu a cor da medalha no solo, na prova que abriu as finais deste sábado. O ouro, com sobras, foi para o japonês Kenzo Shirai, que tirou 16,233. O britânico somou 15,566 enquanto o espanhol Rayerley Zapata tirou 15,200 para ficar com o bronze.

Reserva da seleção brasileira, que buscava (e conseguiu) a vaga por equipes na Olimpíada, Diego Hypolito não participou das eliminatórias. Como Péricles Silva se machucou, ele disputou a final por equipes e, no solo, recebeu nota 15,233. Com esse resultado, poderia ter sido mais uma vez bronze no Mundial, repetindo o resultado de 2014.

Em Glasgow, o Brasil só tem mais uma chance de medalha, com Arthur Nory Mariano, que no domingo disputa a final da barra fixa. O brasileiro tem ótima chance de ir ao pódio. Tirou a terceira melhor nota das eliminatórias (15,300) e teve resultado parecido na final por equipes: 15,200.

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