CBV/ Divulgação
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Larissa: 'Quero a medalha de ouro antes do sonho de ser mãe'

Larissa França também fala sobre parceria de sucesso com Talita

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 07h00

Larissa França aprendeu na dor e cresceu com as derrotas. Especialista em defesa no vôlei de praia, ela forma uma dupla com Talita e aposta que elas podem chegar longe na modalidade. Aos 33 anos, a jogadora participou das duas últimas Olimpíadas e conquistou o bronze em Londres, em 2012. No final daquele ano, se aposentou para tentar realizar o sonho de ser mãe. Não conseguiu, mas assumiu publicamente seu relacionamento com a também jogadora de vôlei de praia Lili Maestrini. Em julho do ano passado, voltou às quadras ao lado de Talita.

Você imaginava o sucesso tão rápido dessa nova dupla?

Quando convidei a Talita para jogar sabia que faríamos um time competitivo. Eu queria voltar a jogar no alto nível, conseguindo manter os bons resultados que alcancei ao longo da minha carreira. Sabia que era a junção de duas ótimas jogadoras, mas também sabemos que não é só isso que garante o sucesso da dupla.

Qual o segredo?

Acho que conseguimos os resultados de forma rápida assim porque estamos com o mesmo objetivo, focadas. Quando sentamos para conversar sobre jogar juntas foi importante perceber que a Talita estava com a mesma ideia que eu, com os mesmos objetivos e também acreditando que ia dar certo. Estamos muito felizes com os resultados e como dupla, dentro e fora da quadra. Isso faz toda a diferença. Por isso os resultados acabam aparecendo.

A que você credita a hegemonia tão grande de sua dupla?

Acreditar no mesmo objetivo e buscá-lo. Já admirava a Talita como atleta quando éramos adversárias, mas jogar ao lado dela me mostrou uma Talita ainda melhor. Uma atleta bastante focada, dedicada. Esse é o segredo. Acho que o fato de estarmos jogando felizes também ajuda. Era isso que queria para minha volta, estar feliz em jogar. Ter prazer em voltar a rodar o Brasil e o mundo, e me sinto assim.

Você parou de jogar, casou, tentou engravidar, depois retornou às quadras de areia. O que aprendeu nesse período longe do esporte?

Aprendi muita coisa, principalmente a ser mais paciente. Precisava desse tempo para me dedicar à minha família, ao meu casamento. A nossa vida é muito corrida, abrimos mão de muitas coisas. Depois de um tempo você sente falta de estar mais próxima das pessoas que ama. Esse período afastada das quadras foi fundamental para eu voltar agora com força total, com alegria e tendo certeza que queria voltar mesmo.

Ficou alguma frustração por não realizar o sonho de ser mãe?

Isso me ensinou muita coisa, inclusive algumas que carrego hoje para dentro de quadra. Acredito que tudo acontece na hora certa, e se não foi antes é porque não era pra ser. Agora estou conseguindo me dedicar 100% novamente ao esporte, buscar o meu objetivo que é uma medalha de ouro em 2016 pra encerrar a minha carreira da melhor maneira possível. Depois disso vou voltar a buscar esse meu outro sonho que é ser mãe. 

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