Ritchie B. Tongo/ EFE
Ritchie B. Tongo/ EFE

Rafael Silva perde para Riner em 45 segundos na repescagem do judô e fica sem medalha em Tóquio

Judoca brasileiro enfrenta caminho complicado para chegar ao bronze e para em bicampeão olímpico

Redação, Estadão Conteúdo

30 de julho de 2021 | 06h20

Bronze nas Olimpíadas de 2012 e 2016, o judoca Rafael Silva terminou sua participação em Tóquio apenas na sétima colocação. Na disputa da repescagem na categoria pesado (acima de 100kg), o brasileiro foi derrotado pelo francês Teddy Riner, em apenas 45 segundos de luta. Se vencesse, Rafael iria disputar mais uma vez a medalha de bronze.

"O Teddy, a gente luta desde que eu comecei nas categorias de base. É um atleta com quem tenho bastante dificuldade, a força dele incide bastante sobre meu judô. Mas fiz meu máximo, busquei ganhar a pegada, mas infelizmente não consegui", disse Rafael em entrevista ao SporTV após a luta. "A gente traçou com a Yuko (Fujii, treinadora) e o Jun (Shinohara, coordenador técnico da seleção masculina) de ir com a pegada cruzada e evitar de ele pegar na manga. Mas, infelizmente, quando ele conseguiu pegar, fez o golpe, o mesmo que tinha usado em outras lutas, e era uma situação difícil de reverter."

Apesar dos 181,5 quilos de peso, Rafael, medalhas de prata (2013) e bronze (2014 e 2017) em Campeonatos Mundiais, foi projetado por Riner, que, após o wazari, ainda conseguiu pegar o braço do brasileiro para finalizar a luta com ippon.

Rafael fez mais duas lutas em Tóquio. A estreia foi complicada, com vitória sobre Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, no golden score. A primeira derrota veio nas quartas de final frente ao georgiano Guram Tushishvvili, após três punições. "Competição difícil. Eu sabia pelo quadrante em que fiquei no sorteio que teria dificuldade com o georgiano. Senti bastante a questão de volume de pegada, ele se desvencilhando o tempo todo e eu não tive a oportunidade de botar muitos golpes."

Aos 34 anos, o brasileiro ainda não sabe se vai prosseguir na carreira como atleta olímpico. "Não deu tempo de pensar ainda no próximo ciclo olímpico. Três anos é muita coisa, vou fatiar, ver ano a ano como vai ser todo o processo. Mas preciso primeiro digerir esse dia difícil e pensar com calma, junto com meu clube (Pinheiros), como vai ser essa caminhada. Ano que vem primeiro, vai ter o Mundial de Tashkent."

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