Relação de Navajas com jogadores da Venezuela é péssima

Técnico brasileiro afirma que não continuará na seleção venezuelana de vôlei após os Jogos Olímpicos

EFE,

14 de agosto de 2008 | 06h37

A relação do técnico da seleção masculina de vôlei da Venezuela, o brasileiro Ricardo Navajas, com seus jogadores, é praticamente inexistente. Eles quase não se falam e quando isso acontece o tom costuma ser agressivo, aconteça a conversa em público ou reservadamente.As derrotas, e ainda mais se elas são consecutivas, sempre têm conseqüência em um grupo pouco coeso. Na seleção venezuelana, cada um parece fazer a guerra por sua própria conta.Nos Jogos Olímpicos de Pequim, a Venezuela já perdeu três partida, contra Estados Unidos China e Itália. Com isso, a relação interna do grupo piorou."É difícil jogar quando na equipe há uma relação ruim com pessoas que nos estão dirigindo. Se o condutor do veículo está perdido, é difícil que possa chegar a seu destino sem nenhum problema", afirmou Ernando Gómez, referindo-se ao seu treinador, apesar de não tê-lo mencionado."Conta os Estados Unidos, fez falta uma mudança do técnico para haver ganhado, e ela nunca chegou. Há desconfiança em quem está nos dirigindo e assim é impossível se concentrar", declarou o jogador venezuelano.Navajas também falou sobre o assunto. "É muito complicado trabalhar na Venezuela. Esta é uma equipe muito difícil e o que está claro é que não vou continuar", assinalou."Quando acabarem os Jogos vou para a minha casa. A relação com os jogadores e dirigentes é muito difícil. Faltam muitos meios para se fazer um trabalho em condições. Para os Jogos Olímpicos não se pode vir com estes problemas", disse o brasileiro."São pessoas complicada, não se pode viver lá (na Venezuela). Há muitos problemas de todo tipo, sejam eles esportivos ou não".

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