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Relembre os 10 momentos mais marcantes do atletismo na Olimpíada

Thiago Braz, Moh Farah e Usain Bolt fizeram história

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2016 | 06h00

1º - “Triple-triple”

O jamaicano Usain Bolt se consagrou nos Jogos do Rio como lenda do atletismo. No Engenhão, o homem mais rápido do mundo conquistou o tricampeonato nos 100 m, 200 m, e revezamento 4 x 100 m e passou a contar com nove medalhas de ouro em sua coleção. Carismático, fez a alegria dos brasileiros nas comemorações. Bolt reafirmou o fim de sua carreira olímpica e deu adeus se colocando no mesmo patamar de Pelé, no futebol, e Muhammad Ali, no boxe.

2º - Voo dourado

A vitória do brasileiro Thiago Braz no salto com vara transformou o Engenhão em um estádio de futebol dentro dos Jogos Olímpicos. O atleta de 22 anos conseguiu o ouro ao saltar 6,03 metros e estabelecer o novo recorde olímpico após um duelo emocionante com o recordista mundial, o francês Renaud Lavillenie. O francês, que foi vaiado na prova e na premiação, lembrou o que Jesse Owens sofreu na Alemanha nazista, mas voltou atrás. Sergei Bubka, lenda da modalidade, fez as pazes entre os dois competidores.

3º – O coração é nosso

O tradicional coração com as mãos sobre a cabeça, comemoração clássica de Mo Farah, não foi visto apenas uma, e sim duas vezes pelo público no Engenhão. O britânico, nascido na Somália, tornou-se bicampeão olímpico nos 5.000 m e nos 10.000 m nos Jogos do Rio. O fundista seguiu sua estratégia de largar as provas em último lugar e fez corridas de recuperação até a vitória. Ele superou até uma queda na prova mais longa e, ainda assim, ficou com a dourada.

4º – Rainha da velocidade

Aos 24 anos, a jamaicana Elaine Thompson assumiu o posto de rainha da velocidade. Conquistou a medalha de ouro nos 100 metros e impediu o tricampeonato olímpico da compatriota Shelly-Ann Fraser-Pryce. Nos 200 metros, venceu a revanche com a holandesa Dafne Schippers e fez a dobradinha nas duas distâncias. A velocista ainda integrou a equipe da Jamaica de revezamento 4 x 100 m e somou uma medalha de prata em sua passagem nos Jogos Olímpicos do Rio.

5º - Marca história e peixinho

A norte-americana Allyson Felix se tornou a primeira mulher a vencer seis medalhas de ouro no atletismo em 120 anos de história dos Jogos Olímpicos. No Rio, subiu ao lugar mais alto do pódio nos revezamento 4 x 100 m e 4 x 400 m pelos Estados Unidos, além de ter ficado com a medalha de prata nos 400 m depois do peixinho de Shaunae Miller, de Bahamas – gesto também feito pelo brasileiro João Vitor de Oliveira nos 110 metros com barreiras. Já tinha no currículo quatro douradas (200 m, 4 x 100 m e 4 x 400 m em Londres-2012 e 4 x 400 m em Pequim-2008).

6º - Primeiro recorde

A corredora Almaz Ayana conquistou a primeira medalha de ouro do atletismo nos Jogos do Rio com o tempo espetacular de 29min17s45 nos 10 mil metros, 14s a menos que a marca anterior. Na comemoração, a etíope revelou que a torcida brasileira deu grande empurrão no Engenhão. A prova teve um nível tão forte que até a quarta colocada, a queniana Alice Aprot Nawowuna, bateu o recorde olímpico. A prata ficou com a queniana Vivian Jepkemoi Cheruiyot e o bronze com outra etíope, Tirunesh Dibaba, campeã em Londres-2012.

7º - Espírito olímpico

A neozelandesa Nikki Hamblin e a americana Abbey D’Agostino conquistaram a medalha Fair Play Esportivo por causa da ajuda mútua na semifinal dos 5000 metros feminino. Hamblin sofreu uma queda e acabou derrubando a adversária, que torceu o tornozelo. As duas atletas se ajudaram a levantar e seguiram a prova. Na linha de chegada, as duas se abraçaram sob aplausos do estádio.

8º – Cinderela do atletismo

A etíope Etenesh Diro viveu um drama na fase preliminar dos 3.000 metros com obstáculos. Teve a sapatilha do pé direito rasgada depois de ter o calcanhar pisado e decidiu completar a prova sem o calçado. Descalça, precisou de auxílio dos funcionários para deixar a pista. Considerando que a atleta da Etiópia tinha chance de classificação e foi prejudicada pelas concorrentes, a organização decidiu que ela merecia estar na final. Na disputa por medalha, terminou em 15º lugar.

9º - O drama da marcha atlética

Sob calor intenso, a marcha atlética masculina de 50 km foi dramática. Dos 80 competidores que largaram, 31 abandonaram a prova antes do final. O recordista mundial, o francês Yohann Diniz, sofreu dores abdominais e evacuou nas próprias pernas. Continuou, mas desmaiou. Acordou, prosseguiu e chegou em oitavo lugar. Nos 20 km, Caio Bonfim chegou em 4º lugar, uma marca histórica contra o preconceito. “Não tem um dia que eu não seja xingado”, desabafou.

10º - Fora da raia

A equipe brasileira feminina de revezamento 4 x 100 m foi desclassificada por atrapalhar os Estados Unidos. Na semifinal, a brasileira Kauiza Venâncio esbarrou em Allyson Felix, que derrubou o objeto na passagem do segundo bastão. Por causa do erro, as norte-americanas cruzaram a linha de chegada em último. Sentindo-se prejudicadas, recorreram e conseguiram uma segunda chance. Depois de correrem sozinhas e fazer o melhor tempo classificatório, elas confirmaram o favoritismo na final e levaram o ouro.

 

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