EFE
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Revezamento 4x100m masculino do Brasil vai à final e feminino perde

Equipe feminina é eliminada após atrapalhar prova norte-americana

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, Estadão Conteúdo

18 Agosto 2016 | 12h47

O Brasil terá apenas um representante na final do revezamento 4x100 metros dos Jogos Olímpicos do Rio, e foi por pouco. Nesta quinta-feira, no Engenhão, a equipe masculina avançou para a disputa por medalha em oitavo e último lugar. Já o quarteto feminino, que terminou na 9ª posição, foi desclassificado por ter atrapalhado a passagem de bastão dos Estados Unidos.

As meninas do Brasil se despediram da Olimpíada de forma amarga. A exclusão foi motivada por Kauiza Venâncio ter encostado involuntariamente na atleta norte-americana e mudado o curso da prova. O quarteto brasileiro, formado também por Bruna Farias, Franciela Krasucki e Rosângela Santos, havia terminado a segunda bateria na quarta posição ao completar a prova em 42s85 e já estava fora de qualquer maneira. Principal velocista do País, Ana Cláudia Lemos não participou da prova devido a um desconforto no joelho direito.

"Foram as americanas que encostaram na gente. Nós não entendemos o que aconteceu", alegou Bruna. Rosângela também comentou a eliminação: "Nós olhamos o vídeo, mas não deu para ver direito. Foi toque de braço com braço. A Kaiuza estava toda dentro da raia. Mesmo se desequilibrando, ela não saiu da raia. Não sei porque fomos desclassificadas." A organização levou em consideração a regra 163.2 do regulamento que pede punição para quem obstruir a passagem de outro competidor.

Uma das favoritas ao ouro, a equipe norte-americana derrubou o bastão e terminou em último lugar. A velocista English Gardner soltou o objeto antes de Allyson Felix segurá-lo na segunda transição. "Quando um estranho objeto vem na sua frente, vai atrapalhar o momento e a entrega", explicou a norte-americana Felix. O tempo de reação das atletas não foi imediato, Gardner levou as mãos à cabeça e lamentou a falha. As americanas completaram a prova em 1min06s71. Depois de toda a polêmica, a Iaaf aceitou o recurso dos Estados Unidos, que terão nova chance. As norte-americanas vão correr sozinhas no Engenhão, às 20h, em busca do tempo classificatório.

Potência de velocistas, a Jamaica - composta por Shelly-Ann Fraser Pryce, Veronica Campbell-Brown, Simone Facey e Sashalee Forbes - foi a mais rápida. Ganhou a primeira bateria em 41s79, um pouco à frente da Grã-Bretanha (41s93) e com boa vantagem sobre a Ucrânia (42s49). Quem também teve bom desempenho no revezamento foi a Alemanha.

Na final, as jamaicanas ainda contarão com o reforço de Elaine Thompson, campeã nos 100 e nos 200 metros. "Nós estamos fazendo as coisas bem, mas teremos de fazer algumas mudanças para a final. Elaine Thompson com certeza entrará na equipe", afirmou Campbell-Brown.

No masculino, o quarteto do Brasil foi formado por Ricardo de Souza, Vitor Hugo dos Santos, Bruno de Barros e Jorge Vides na fase eliminatória. O tempo de 38s19 colocou os atletas da casa na prova decisiva, atrás de Japão, Jamaica, Trinidad e Tobago e Grã-Bretanha na segunda bateria e com a última vaga no geral.

Os três primeiros colocados de cada série e os dois mais rápidos integraram o grupo dos oito finalistas. A final será disputada nesta sexta-feira, às 22h35. Os Estados Unidos avançaram com a primeira posição, enquanto a Jamaica - sem Usain Bolt - ficou em 5º lugar. A República Dominicana foi desclassificada por queimar a largada.

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