Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Revezamento, salto com vara e marcha: as apostas do Brasil no atletismo

País chega com 67 atletas, a maior delegação da modalidade em Jogos

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 05h00

Depois do fraco desempenho no Pan de Toronto, onde conquistou o menor número de ouros em 44 anos, o atletismo brasileiro entra pressionado, mas otimista no Rio-2016. A confederação espera chegar ao maior número possível de finais, mas evita em falar em medalhas. Uma das possibilidades de conquista estará em disputa hoje com Caio Bonfim na marcha atlética. A prova será disputada a partir das 14h30.

A marcha foi uma das modalidades diretamente beneficiadas pela ausência da Rússia. No Mundial disputado em Roma há dois meses, Erica Sena ficou em quarto e Caio Bonfim terminou em oitavo. “Hoje temos hoje um atleta em 4.º e outro em 6.º do mundo. A não vinda da Rússia facilita a competição. Isso não quer dizer que vamos ganhar ou deixar de ganhar medalha, mas facilita a competitividade”, diz Antonio Carlos Gomes, superintendente de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo.

Com 67 atletas, a maior delegação da modalidade da história dos Jogos, o primeiro objetivo da confederação já foi atingido. “Para pensar em medalha, você precisa ter grande quantidade de atletas participando dos Jogos e nós atingimos isso. Depois, (é preciso) colocar o maior número de atletas em finais. Quantas medalhas vamos ganhar não é possível falar”, diz Antônio Carlos Gomes.

A outra grande aposta é a saltadora Fabiana Murer. Dona do recorde sul-americano do salto com vara, Fabiana Murer faz sua despedida olímpica no Rio. A concorrência é dura, mas é a maior chance de medalha. Ela bateu o recorde sul-americano (4,87 m) e lidera o ranking mundial da temporada, ainda que a russa Yelena Isinbayeva, fora dos Jogos, tenha 4,90 m.

Outras apostas são os revezamentos 4 x 100 m no masculino e no feminino. Rosângela Santos e Ana Cláudia Lemos serão poupadas da prova dos 200 m só para correr o revezamento. “Tivemos um upgrade nessas provas e podemos surpreender”, diz o dirigente.

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