Revolução digital pode salvar Olimpíada

Para os Jogos Olímpicos de Pequim, emagosto, a revolução digital surge como uma espada de dois gumes-- ela levou a geração mais jovem a se afastar dos esportes,mas pode levar a experiência olímpica a um número muito maiorde pessoas. "A mídia digital terá impacto transformador nas Olimpíadasem múltiplos níveis", diz Shoba Purushothaman,presidente-executivo da The NewsMarket, uma plataforma demarketing para vídeos online. "Isso mudará a maneira pela qualos jogos são mostrados, tornando-os mais humanos e maispessoais." Os jogos olímpicos sempre foram um dos pontos altos dosesportes e da programação televisiva, para a geração dos atuaispais e avós. No século 21, os jovens dispõem de ampla variedade deopções de esportes, música e entretenimento, tanto na televisãoquanto na Internet, e as Olimpíadas não oferecem atrativosespeciais para muitos desses jovens. "Os Jogos Olímpicos não são tão críveis ou relevantes paraas pessoas mais jovens, nos países desenvolvidos e emdesenvolvimento", disse Jon Tibbs, cuja empresa de relaçõespúblicas tem diversos clientes envolvidos com a Olimpíada,durante uma conferência sobre esporte e tecnologia em Londres. A idade média dos telespectadores da Olimpíada de Atenas,em 2004, era superior a 40 anos, e não há sinais de que devacair este ano. "Talvez eu assista aos melhores momentos na TV, durante anoite, mas não acho que queira assistir alguma coisa ao vivo",disse Richard Cousins, 19, um estudante britânico. Caso os Jogos percam prestígio nos próximos anos, bilhõesde dólares em patrocínio e direitos de transmissão que ajudam asustentar o movimento olímpico simplesmente desapareceriam. O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu os sinaisde alerta e tomou medidas para atrair audiências mais jovens,ao introduzir esportes como o snowboard na Olimpíada de Invernoe o ciclismo BMX, que estreará em Pequim. Em fevereiro, o COI foi além e escolheu Cingapura como sededa primeira Olimpíada Jovem, em 2010, um "momento chave", naspalavras de Jacques Rogge, presidente do COI.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.